16/08/2021 às 11:58h
Blairo Maggi critica atuação da Aprosoja em manifestação pró-Bolsonaro
Pablo Rodrigo/GD

Ex-ministro da Agricultura e uma das principais lideranças do agronegócio no país, Blairo Maggi (PP) criticou o fato da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) estar mobilizando uma paralisação nacional para pressionar o Senado Federal aprovar o voto impresso e faça o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).  

 

Blairo chegou a ligar para expressar sua opinião ao presidente da entidade, Antônio Galvan, nesta segunda-feira (16). "A minha posição é contrária ao do presidente Antônio Galvan. A nossa entidade de classe não tem que participar desse tipo de manifestação. Não podemos defender as pautas do presidente [Jair Bolsonaro], e sim as bandeiras da nossa categoria", disse Blairo nesta segunda-feira.  


 

Para ele Galvan estaria extrapolando ao colocar a Aprosoja Brasil como organizadora e financiadora de manifestações pró presidente da República. "A manifestação individual é livre. Cada um pode defender o que pensa, quem quiser. Mas não podemos colocar a entidade. Porque se não vai parecer que todos os associados pensam como o presidente Galvan, e eu penso diferente dele", completa.  

 

Blairo ainda disse que, caso Galvan queira insistir em colocar a Aprosoja Brasil como organizadora destas manifestações, deveria convocar uma Assembleia Geral para que todos os associados participem e decida. "Repito, o Galvan é livre para defender politicamente o que ele quiser. Mas que ele faça isso enquanto cidadão e não como  entidade. A entidade é maior e representa milhares de produtores", pontuou.  

 

A crítica de Maggi à Aprosoja se deve ao fato da entidade estar organizando uma manifestação para o dia 7 de setembro em Brasília. O clima ficou ainda mais tenso após a declaração do  músico Sérgio Reis, que  anunciou nas redes sociais que um setor dos produtores de Soja e caminhoneiros, iriam dar 72h para o Senado atender suas reivindicações, sob ameaça de uma paralisação nacional das estradas e invasão do Congresso Nacional.  

 

Questionado sobre a declaração, Galvan negou que o movimento defenda uma ruptura institucional. "O Sérgio Reis fala por ele, o nosso movimento será de reivindicar que os Poderes façam sua parte sem interferência de um no outro como está ocorrendo. Agora não vamos defender uma ruptura institucional. Se ele falou isso, é um pensamento dele e não do movimento", disse Galvan.  

 

No entanto, Galvan diz que o apoio ao presidente Bolsonaro é a soma de vários grupos e organizações. "Este movimento não é do Sérgio Reis ou da Aprosoja Brasil. É de um grupo de pessoas que querem defender a liberdade individual de cada um. Porque hoje como está, muitos estão perdendo esse direito", afirmou ao criticar o STF.  

 

"Existem alguns ministros do STF que estão acabando com a nossa liberdade individual, nossa liberdade de expressão. Eles estão interferindo muito no Executivo e Legislativo. E isso temos que combater, completa ao citar os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso.  

 

Galvan diz que o movimento que pretende mobilizar a população para ir até Brasília fará uma manifestação pacífica e nos moldes do Movimento Brasil Verde e Amarelo, que ocorreu em maio. "Nós não vamos invadir e nem quebrar nada. Será da mesma forma que ocorreu em maio. Com a participação de quem defende a democracia e a liberdade de expressão" , disse.  

"Quem conhece o Sérgio Reis, sabe que ele disse aquilo já com umas pingas na cabeça. Aí se exalta se emociona e fala aquilo. Mas pela voz, ele já tinha tomado umas pingas".  

 

Além da Aprosoja Brasil, vários líderes do movimento dos caminhoneiros negaram que às declarações do músico e o desautorizaram para que falasse em nome dos caminhoneiro

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