01/06/2021 às 08:23h
Servidor foi morto após bandido vazar nome de comparsa em roubo
Khayo Ribeiro/GD

Investigação da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) aponta que o assassinato do servidor público aposentado Nicomedes Francisco Pinto Lopes, 69 anos, ocorreu após um dos bandidos envolvidos no roubo aos bens da vítima vazar o nome de outro comparsas.

 

A informação foi confirmada pelo delegado Guilherme de Carvalho Bertoli, na sede da Diretoria da Polícia Civil, em Cuiabá, na tarde desta terça-feira (01). À imprensa, o responsável pela investigação apontou que a intenção inicial dos suspeitos era roubar a vítima, subtraindo todo o dinheiro disponível em suas contas bancárias, mas o vazamento do nome fez com que o crime evoluísse para homicídio.

 

o servidor - que era morador de Chapada dos Guimarães -  foi morto no dia 21 de março e seu corpo foi localizado 4 dias depois na Estrada da Guia, em Cuiabá. Inicialmente, a polícia trabalhava com a hipótese de se tratar de um latrocínio, o que foi descartado com as investigações.

 

Mais de dois meses após o crime, na manhã desta terça-feira, a Polícia Civil deflagrou a Operação Omertá para prender 8 envolvidos no assassinato do servidor. Contudo, conforme o delegado explicou, apenas 5 ordens de prisão foram cumpridas, uma vez que 3 pessoas seguem foragidas.

 

Guilherme de Carvalho apontou que dos 5 mandados cumpridos, 3 foram pela polícia em Cuiabá, um em Chapada dos Guimarães e o outro dentro da Penitenciária Central do Estado, uma vez que o envolvido já se encontrava preso. Neste último caso, segundo o delegado, o preso foi o mandante do crime.

 

Mesmo com a deflagração da operação, as investigações seguem sendo realizadas e ainda não há previsão de término do inquérito policial. À imprensa, o delegado apontou que pode haver mais pessoas envolvidas na morte do servidor, mas acrescentou que essa questão só será esclarecida com a finalização da apuração.

 

O caso

O idoso foi morto em 21 de março. Ele foi obrigado a fazer transferências bancárias que somam mais de R$ 13 mil, além de ter o cartão de débito utilizado para compras.

 

A família de Nicomedes desconfiou do golpe quando o filho começou a receber mensagens pelo aplicativo do banco sobre várias transferências. Ao tentar em contato com o pai, o filho da vítima não obteve resposta.  

 

Ele foi até a casa do pai, mas ele não estava mais lá e a casa tinha indícios de um possível assalto. Durante as investigações na época foram encontrados bens da vítima em uma casa no Jardim União, em Cuiabá.  

 

Os alvos da Operação Omertá são 6 homens e duas mulheres. Os mandados são cumpridos em Cuiabá e Chapada dos Guimarães (67 km ao norte da Capital).

 

O nome da operação é um termo da língua napolitana que define um código de honra de organizações mafiosas do sul da Itália.

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