22/03/2021 às 10:12h
Presidente da Fiemt diz que 'feriadão' intercalado foi descartado por ineficiência
Khayo Ribeiro


O presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira, afirmou que a proposta de antecipação de feriados em Mato Grosso de forma intercalada, o "lockdown em duas fases", divulgada pelo governo estadual foi descartada pelo próprio Estado por constatação de ineficiência da medida.

 

Durante transmissão ao vivo, na tarde desta segunda-feira (22), o presidente afirmou que a Fiemt foi convocada pelo governo a respeito do lockdown em duas fases sem garantias de que a medida fosse efetiva e, por conta disso, o setor se opôs à restrição.

 

Conforme noticiado pela reportagem, na última semana o Estado anunciou que encaminharia projeto de lei à Assembleia Legislativa de Mato Grosso no qual colocaria em pauta a execução de dois "feriadões" em todo estado como forma de barrar o avanço da covid-19.

 

Contudo, nesta segunda-feira, o governo emitiu nota na qual declarava que nova reunião com os poderes, setor produtivo e a sociedade civil seria realizada antes de uma "medida mais efetiva" - que, mesmo sem detalhamento, deverá passar a valer a partir de sexta-feira (26).

 

Diante do anúncio do Executivo estadual, o presidente da Fiemt realizou transmissão apontando o motivo pelo qual a medida foi descartada.

 

"A única condição para que a Fiemt pudesse avaliar esse lockdown em duas etapas não se mostrou eficaz pelos próprios técnicos da Secretaria Estadual de Saúde. É importante registrar isso, o próprio governo durante o final de semana reconheceu de que a medida embora fosse de tentativa ainda não foi comprovada de lugar nenhum. Então, a Fiemt retirou seu apoio", disse.

 

Sem mostrar defesa a qualquer tipo de medida específica, Gustavo de Oliveira citou o exemplo de Portugal, que adotou lockdown e diminuiu número de mortes e contágios, mas registrou "efeitos graves para a economia".

 

"Portugal evitou um pouco e só no dia 22 de janeiro promoveu o fechamento total. Se tivesse feito isso tudo antes, teria tido uma redução ainda menor dos óbitos e infecções, mas tomou a decisão como politicamente era possível. Foi parte do ponto de vista da Saúde, mas foi um lockdown longo, duradouro e com efeitos muito graves para a economia", finalizou.

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