12/01/2021 às 06:29h
Investigações de crimes pela Polícia Civil geram 191 mil depoimentos presenciais em MT

Raquel Teixeira/Polícia Civil-MT

O ano de 2020 foi atípico para milhões de pessoas ao redor do mundo e mesmo diante da pandemia do coronavírus, que alterou rotinas de trabalho, o modo de viver e conviver de todos, as atividades essenciais à sociedade, especialmente a segurança pública e a saúde não puderam parar. E essa necessidade na prestação de serviços, em Mato Grosso, se traduz nos números apresentados pela Polícia Civil do Estado ao longo do ano, que registrou 283 mil boletins de ocorrências dos mais variados tipos.

Foram também cumpridas 20,7 mil prisões, sendo mais de 18 mil em autuações de prisões em flagrantes pela Polícia Civil e Polícia Militar. 

Os procedimentos policiais em todas as delegacias no estado movimentaram oitivas formais e presenciais de 191 mil pessoas. Junto a este número, as medidas protetivas para vítimas de violência doméstica, que consiste em um conjunto de atos de atendimento e encaminhamentos ao Poder Judiciário, somaram 12.431 solicitações.

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Gianmarco Paccola Capoani, avalia que os números apresentados mostram especial dedicação dos policiais civis e demais colaboradores, que mesmo com a limitação imposta nos momentos críticos da pandemia, com afastamentos em virtude da doença e daqueles que estão no grupo de risco, todos lutaram para que a instituição continuasse prestando relevantes serviços à sociedade, realizando acolhimento de vítimas e esclarecendo os mais diversos crimes, inclusive combatendo a corrupção.

A Polícia Civil instaurou quase 29 mil inquéritos, sendo que destes, 6.020 correspondem a crimes relacionados à violência doméstica. Os inquéritos concluídos somaram 28.238 mil peças.

Em relação aos atos infracionais cometidos por adolescentes, as delegacias da instituição instauraram 2.725 procedimentos.

Um avanço importante efetivado pela gestão, no ano anterior, e que gerou um salto de qualidade na prestação de serviços, tornando mais célere e econômica a tramitação de procedimentos policiais e de ferramentas de gestão é o inquérito eletrônico, em funcionamento em 100% das delegacias da Polícia Civil de Mato Grosso.  O delegado-geral da Polícia Civil, Mário Dermeval explica que a fusão total do sistema com o Processo Judicial eletrônico (PJe) e a implantação foram concluídas em setembro passado e para colocá-lo em prática foram investidos cerca de R$ 4,5 milhões na aquisição de equipamentos (leitores biométricos, assinaturas digitais, discos de armazenamentos, servidores, entre outros).

Atendimento à mulher

A Polícia Civil fechou o ano com oito Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher instaladas e um Plantão para Vítimas de Violência Doméstica e Sexual em funcionamento 24 horas, na Capital. A oitava Delegacia da Mulher foi instalada no mês de dezembro, em Primavera do Leste.

Em todo o estado foram registradas 12.431 medidas protetivas para vítimas de violência doméstica, que consiste em um conjunto de atos de atendimento e encaminhamentos ao Poder Judiciário.

As oito delegacias especializadas registraram 7.403 boletins de ocorrências de crimes relacionados á violência doméstica e sexual.

O Plantão 24 horas em Cuiabá, inaugurado pelo Governo do Estado em setembro de 2020, nos três meses de funcionamento teve 6,2 mil atendimentos entre registros de ocorrências, autos de prisões em flagrante, medidas protetivas de urgência, termos circunstanciados, oitivas e serviços psicossociais. Os números demonstram a importância do funcionamento da unidade, criada exclusivamente para atender vítimas de violência doméstica e sexual e que absorve em torno de 33% dos procedimentos de plantão que antes eram realizados nas Centrais de Flagrantes da Polícia Civil em Cuiabá e Várzea Grande.

O delegado-geral lembra que a criação da unidade se deu pela necessidade de ter um espaço adequado para atender as vítimas de forma humanizada com acolhimento de qualidade a mulheres, crianças e adolescentes. “A unidade se mostra imprescindível para a Capital, onde infelizmente ainda temos centenas de registros de violência contra mulheres. E esse espaço da forma como foi concebido, com o empenho da primeira-dama do Estado, é um alento para a vítima que chega ali necessitando de apoio, de acolhimento, de amparo do sistema de segurança pública encontra uma equipe capacitada a fazer esse atendimento, a ouvir, a orientar e encaminhar”, pontuou.

No ano passado, a Polícia Civil realizou 159 operações para apurar crimes como tráfico de entorpecentes, organização criminosa, homicídios, roubo e furtos de gado, de veículos, crimes patrimoniais, crimes ambientais, de corrupção e contra a administração pública. As operações resultaram em 867 pessoas presas.

As operações e ações cotidianas de investigações resultaram também na apreensão de 6,7 toneladas de drogas no estado e apreensão de 3.095 armas.

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