10/12/2020 às 10:13h
Maia elogia autorização da Anvisa a vacina: ‘estávamos caminhando para CPI’
Caio Spechoto

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta 5ª feira (10.dez.2020) que a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de autorizar o uso emergencial de vacinas contra o coronavírus “dá mais tranquilidade”.

O deputado tem falado sobre o assunto com frequência. Na 2ª feira (7.dez.2020), disse que o Legislativo tomaria à frente de um plano de vacinação se o governo não o fizesse.

“A Anvisa felizmente toma uma decisão que nos dá mais tranquilidade. Nós estávamos caminhando para propor uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) de investigação, dentro da Anvisa, para que os responsáveis sobre esse atraso de uma decisão de uma agência que é de Estado e não de governo esse atraso vinha ocorrendo”, disse sobre a decisão da agência.

Comissões parlamentares de inquérito são grupos de investigação conduzidas por congressistas. O resultado é sempre imprevisível. Ao longo do processo, porém, costumam chamar a atenção da opinião público para o tema investigado.

“Foi bom, para que a gente não precise avançar, como eu tinha proposto a alguns líderes, com a apresentação de assinaturas da CPI de investigação da irresponsabilidade que eu espero que tenha parado hoje de alguns técnicos da Anvisa em relação à saúde da população brasileira”, declarou.

O governo de São Paulo, comandado por João Doria (PSDB-SP), adversário político de Jair Bolsonaro, prometeu que a população do Estado começará a ser vacinada em janeiro. Doria fechou parceria para o Instituto Butantan, vinculado ao governo estadual, produzir a Coronavac.

A substância é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O presidente Jair Bolsonaro usa a origem do produto para jogar desconfianças sobre a vacina. No meio político, havia o receio de a Anvisa não se empenhar para licenciar a substância. O presidente da agência, Antonio Barra Torres, foi indicado por Bolsonaro.

Depois de a declaração de Doria, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse que o país poderia começar a vacinação ainda em dezembro.

Se São Paulo vacinar sua população antes do resto do Brasil será uma derrota política para Bolsonaro. Doria pretende ser candidato a presidente da República em 2022, quando Bolsonaro tentará se reeleger.

“Esse tema da vacina é de alto risco. A gente está acompanhando pelas redes sociais, pelas pesquisas. O desespero das famílias está aumentando a cada dia”, disse Rodrigo Maia.

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