08/09/2020 às 01:10h
Setembro Amarelo: Dia 10 é Dia Mundial de Prevenção do Suicídio; Saúde de Colíder produz vídeo

O Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Foi criado no Brasil em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) com a proposta de associar à cor ao mês que marca o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, em 10 de setembro.

Em Colíder, segundo a psicóloga Tatiane Eufrásio, a pandemia impede a realização de palestras e campanhas presenciais. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde optou pela produção de um vídeo com alertas e orientações direcionadas, principalmente, às equipes que atuam nas unidades de saúde.

“Gravamos um vídeo explicativo sobre prevenção, fatores de risco, como as unidades de saúde podem fazer para abordar o paciente que está com pensamento de morte”, explica Tatiane. “Foi um meio que a gente achou. Explicar há inúmeros fatores que podem levar a pessoa a praticar o ato, como problema familiar, uso de álcool e drogas, insatisfação na vida pessoal e profissional”, diz.

Tatiane explica que o suicídio nem sempre é causado por um quadro depressivo. “Pode ser um acontecimento atual, como luto”, explica. “Quem tem um amigo, um parente que tá passando por isso, vamos orientar, procurar ajuda especializada no seu PSF. E se o caso for bastante grave, temos o Caps [Centro de Atenção Psicossocial]”, orienta.

CRIANÇAS E ADOLESCENTES

A psicóloga, que atua na área infantil da rede básica municipal, alerta que também existe tentativa de suicídio na infância. “E eu, como psicóloga infantil da Secretaria Municipal de Saúde, já deparei com casos de crianças e adolescentes nessa situação. Então, quem conviver um caso assim, pode encaminhar, pode entrar em contato, que a gente acolhe essa pessoa”, pontua.

Pessoas com depressão, esclarece Tatiane, precisam de apoio. “Muitos acham que é frescura, que é falta de Deus ou que a pessoa quer simplesmente chamar a atenção. Não gente, não é algo assim. Vamos prestar apoio, solidariedade a essa pessoa, porque se ela chegou ao ponto de pensar no autoextermínio é porque a situação não está fácil e está passando por uma turbulência emocional”, esclarece.

TENTATIVAS ANTERIORES

O cuidado deve ser maior com aqueles que já tentaram o suicídio. “Então, quando a pessoa quer se manter isolada, não quer participar de eventos sociais nem com a família nem com ninguém próximo, choro excessivo, insônia, perda de apetite e deixou de fazer atividades rotineiras, isso são sintomas depressivos. É preciso dar uma devida atenção a essa pessoa e tentar saber o que está acontecendo”, enfatiza a profissional da saúde mental.

Devido ao isolamento social provocado pela pandemia, também cresce o número de casos de ansiedade. “A pessoa tinha uma vida social ativa e, de repente, se vê dentro de casa, sem pode ter contato com alguém, então apresenta agora uma crise de ansiedade. Os sintomas são falta de ar, sudorese, perda de apetite, insônia, agitação extrema, nervosismo e irritação. É preciso prestar atenção. Pode ser ansiedade, depressão ou transtorno mental”, esclarece Tatiane Eufrásio.

Redação

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