05/09/2020 às 12:43h
Tempo seco e calor favorecem novos focos de incêndio no Pantanal

As chamas continuam destruindo parte do Pantanal mato-grossense. A expectativa de que a chuva da semana passada e a proibição de realização de queimadas ajudassem a tarefa de controle do fogo não se concretizou. Juntos, a vegetação seca e o calor continuam favorecendo o surgimento de novos focos de incêndio.

A partir da análise de imagens de satélite, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) calculou que, entre 1º de janeiro e 16 de agosto, foram registrados, no Mato Grosso, 13.238 focos de incêndios e queimadas. A variação em relação às 13.225 ocorrências registradas no mesmo período de 2019 é imperceptível. Contudo, segundo um balanço que o Instituto Centro de Vida divulgou esta semana, indica a destruição de cerca de 1,7 milhão de hectares em todo o estado – uma área cinco vezes maior que o território da capital mato-grossense Cuiabá.

Os dados divulgados pelo instituto apontam que 37% do total de focos de calor registrados neste ano estavam em áreas de vegetação amazônica no Mato Grosso, mas, na sequência, vêm os incêndios no Pantanal, que representaram 32% do total. Considerando a proporção entre a área atingida e o tamanho do bioma, o instituto conclui que o Pantanal foi o que mais sofreu os efeitos das chamas, perdendo cerca de 9% de sua área.

A situação se agravou nos últimos dois meses, em função do período de seca que, habitualmente, começa entre maio e junho. De acordo com o Comitê Estadual de Gestão do Fogo, grupo que reúne representantes de vários órgãos de governo, o fogo no Pantanal já dura mais de 40 dias.

Agência Brasil

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