03/08/2020 às 09:43h
PM conta que delegado se reuniu com família e advogado de Cestari
VÁRIAS PESSOAS NA CASA
Pablo Rodrigo e Vitória Lopes/GD

Um policial militar, que esteve presente no dia em que Isabele Guimarães Ramos, 14, morreu após um tiro na cabeça, detalha que o delegado anteriormente responsável pelo caso, Olímpio da Cunha, se reuniu com o empresário Marcelo Cestari e o advogado da família durante a tragédia.


O depoimento do policial ocorreu no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, conforme documento que o  teve acesso. Segundo o militar, ele chegou ao local e, a princípio, não constatou nenhuma desarrumação ou desorganização no local.


Contudo, notou que o corpo da adolescente estava "ajeitado". "Que o depoente afirma ter chamado a sua atenção foi a posição do corpo da vítima que estava ajeitado, ou seja, como se alguém tivesse arrumado, mas que possivelmente pode ter sido em razão das massagens realizadas pelo senhor Marcelo Cestari (proprietário da casa); que o depoente percebeu uma quantidade considerável de sangue que saia da cabeça da vítima e seguia em direção ao ralo", diz trecho do depoimento. 

 


 


depoimento isabele



O policial afirma ainda no depoimento que a Polícia Civil chegou primeiro no local, que permaneceu isolado, liberado apenas após a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Após conversar com Marcelo e a filha, em dado momento, o policial viu o delegado Olímpio da Cunha se reunir com a família, na presença do advogado deles, enquanto aguardavam a Politec.

 

depoimento isabele

 

Em seguida, dois policiais civis, que se identificaram como amigos da família, também chegaram ao local. Um deles, inclusive, subiu para o quarto do empresário, onde estavam presentes o delegado e o perito. Ele não se recorda se o advogado também estava no quarto.


O presidente da Federação de Tiro de Mato Grosso, Fernando Raphael Ferreira de Oliveira, entrou na residência logo após, conforme lembra o policial militar. Após conversar com alguns policiais, ele subiu, para ajudar Marcelo Cestari a apresentar os registros das armas que possui.


Em outro depoimento, Fernando, que também é policial militar, contou que a arma tem o calibre ‘aliviada’ e estava carregada – arma que o pai usava para tráfego e segurança do acervo. Ele também acrescentou que acompanhou todo o procedimento da Polícia no local.

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