16/04/2020 às 11:48h
Duas pessoas são mortas com tiros de pistolas em menos de 1h em Sinop

Casos de feminicídios registrados em Mato Grosso aumentaram 54% nos três primeiros meses deste ano. Consta que, entre janeiro e março de 2020, 17 mulheres foram mortas por homens com os quais tiveram algum relacionamento amoroso. Se comparado com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 6 casos, já que em 2019 foram registrados 11 feminicídios. Os dados divulgados nesta quarta-feira (15) são da Superintendência do Observatório de Violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).


Ao passo que os feminicídios tiveram um salto, os homicídios de mulheres caíram de 24, em 2019, para 22 em 2020. É importante ressaltar a diferença entre os crimes contra a vida citados. O feminicídio é uma qualificadora do homicídio. Ele é caracterizado por sua motivação, que envolve questões de gênero.

 

Isto é, quando a mulher é morta por pela sua condição em ser mulher, em função de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação contra ao gênero feminino. Na maioria dos casos, os crimes acontecem por ciúmes dos companheiros ou por não aceitarem o fim dos relacionamentos. 


Já o homicídio é a morte em qualquer outra circunstância, como latrocínio, rixa e vingança, por exemplo. Os casos se concentram no interior e, dentro dos meses analisados, não houve nenhum registro em Cuiabá.

 

De acordo com o relatório, os dados de feminicídio podem mudar, uma vez que a investigação é complexa e está em andamento.


A titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e coordenadora da Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp, Jozirlethe Criveletto, ressalta que as políticas públicas devem unir prevenção e repressão.


“Não se pode trabalhar só a punição do agressor, sem a prevenção. Pensando, por exemplo, na estrutura de atendimento, temos que entender que ampliar as delegacias especializadas é muito importante, mas não só. É preciso ter uma rede, com todos os órgãos juntos atuando preventivamente”, pontua.


Além disso, a delegada ressalta que após a denúncia, a mulher precisa de uma rede de apoio e acompanhamento por meio da Defensoria, de Centros de Referência de Assistência Social, Saúde, entre outros, para que as dependências econômica ou psicológica não sejam um impeditivo à quebra do ciclo de violência.


Canais de denúncia e acolhimento
No âmbito da prevenção, a Câmara Temática de Defesa da Mulher da Sesp-MT busca aperfeiçoar políticas públicas. É composta por órgãos da segurança pública, Poder Judiciário, e órgãos de Saúde e Assistência Social, Conselho Estadual de Defesa da Mulher, entre outros. O principal objetivo é instituir uma rede de atendimento em todo o estado que contemple não só a área de segurança, mas todas aquelas necessárias ao acolhimento das vítimas.


Vale ressaltar que os canais de disque-denúncia estão funcionando normalmente neste período de quarentena: 190, 197, 180 e 181. Além disso, as delegacias (PJC-MT) também estão atendendo normalmente, assim como a Patrulha Maria da Penha (PM-MT). As Delegacias de Defesa da Mulher de Cuiabá e de Rondonópolis possuem ainda atendimento psicológico de acolhimento às vítimas, neste período de pandemia. O número (65) 99973-4796 está disponível para a população de Cuiabá e o (66) 99937-5462 para Rondonópolis, e ambos recebem WhatsApp. 


Fonte: Gazeta Digital

Espalhe por ai:
Link:
Publicidade
Power by
Todos os direitos reservados. 2009-2020 - SOLANGE PRISCILA DE SOUZA - CNPJ: 15.349.563/0001-67. Jornalista responsável Solange Priscila DRT MT- 002121