07/04/2020 às 12:28h
Deputado pede ao governo para suspender descontos de consignados na folha salarial

Deputado estadual delegado Claudinei (PSC) pediu ao governo do Estado para suspender, temporariamente, os descontos de empréstimos consignados  na folha de pagamento dos servidores públicos durante a pandemia do coronavírus. O parlamentar apresentou o documento, por meio de indicação, na segunda-feira (6). 

 

O pedido foi encaminhado para ao governo  com cópia à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão. O prazo de prorrogação, a princípio, seria de dois meses ou enquanto perdurar a pandemia.

 

Recentemente, o governador Mauro Mendes (DEM) chegou a sinalizar a possibilidade de atrasos no pagamento dos salários dos servidores nos próximos meses devido à baixa arrecadação no último mês por conta do coronavírus.

 

 

“Por isso, diante da grave crise econômica e sanitária que vivemos em decorrência da pandemia ocasionada pela covid-19, considerando os impactos negativos nas rendas familiares e na economia do Estado, apresentamos várias proposituras com o intuito de reduzir os danos e prejuízos financeiros e uma delas é essa, em que estamos pensando também no servidor público. Sou delegado de polícia e servidor de carreira e não poderia deixar de fazer essa sugestão ao governo do estado”, disse o deputado.

 

Para o deputado, com a prorrogação, os recursos que seriam para pagar os consignados, serão injetados na economia de Mato Grosso. “Para períodos de exceção, precisamos de exceção. Com a prorrogação dos consignados em folha, os servidores poderão utilizar esse recurso para aquisição de itens obrigatórios de sobrevivência e necessários para a busca de qualidade de vida em tempos tão adversos, tais como alimentos, medicamentos, materiais de limpeza, entre outros”, reforça. 

 

O deputado alega ainda que, essa medida, vai contribuir com o aquecimento da economia local, pois os recursos financeiros previstos circularão diretamente no estado de Mato Grosso, ao invés de serem utilizados para o pagamento de dívidas neste período crítico. “Isso representará um alívio nas contas dos servidores e, ao mesmo tempo, tem um viés econômico porque essa medida fará aumentar a quantidade de moeda circulante no estado, pois os servidores terão um poder de compra maior e, desta forma, contribuir para reerguer o setor de comércio e serviço”, conclui o Delegado. (Com informações da assessoria)


Fonte: Gazeta Digital

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