01/04/2020 às 11:10h
Conselho de Enfermagem cobra medidas para evitar contaminação de profissionais

GD.


O Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) notificou na última segunda-feira (30) três unidades de saúde, por descumprirem medidas de proteção ao profissional da enfermagem contra a contaminação do coronavírus. Na sexta-feira (27) também houve registro de reclamações.


As unidades de saúde foram advertidas por manterem na linha de frente de atendimento, enfermeiros com mais de 60 anos, grávidas e portadores de doenças crônicas, classificados no grupo de risco.


Ainda na segunda-feira, um enfermeiro, que atua em unidade de saúde do Estado, foi internado em estado grave de coronavírus. O enfermeiro pertence ao grupo de risco, por ser portador de doença crônica.


Segundo levantamento feito pelo conselho, ainda há grande número de profissionais neste grupo de risco em atividade. Em instituições públicas e privadas, a fiscalização identificou funcionários com doenças crônicas, gestantes, com idade acima de 60 e até acima de 80 anos.


Fora essa denúncia, a falta de fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPIs) para os profissionais foi levado em consideração, assim como treinamento precário e desorganização das equipes. A melhoria na infraestrutura das unidades também foi incluída na notificação, uma vez que faltam itens como pias para lavar as mãos, sabão e álcool 70%, além de goteiras e infiltrações.


O conselho direcionou as notificações aos gestores do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, Unidade Saúde da Família Serra Dourada, no bairro Ouro Fino e do Hospital Regional Irmã Elza Giovanelli, em Rondonópolis. Segundo o órgão, a situação também seria grave no Pronto Socorro de Várzea Grande, uma das instituições determinadas como referência para o atendimento aos pacientes da Covid-19.


"Desde a última semana, quando deu início ao atendimento via aplicativo Whatsapp, o Coren-MT atendeu a mais de 30 chamadas relacionadas à pandemia do coronavírus, entre as quais 16 denunciavam a falta ou insuficiência de EPIs", diz trecho da notificação.


O conselho exige o imediato afastamento destes funcionários e alerta para o risco de contaminação em massa dos profissionais da enfermagem no Estado, caso não sejam tomadas medidas urgentes para melhorar a infraestrutura da rede pública de saúde.

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