17/03/2020 às 10:04h
Uma mulher é morta a cada 48h em Mato Grosso
Redação de A Gazeta

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Prefeitura de Guarapuava

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A cada 48 horas uma mulher foi assassinada em Mato Grosso no mês de março. Foram 6 homicídios em 16 dias. O último relato de feminicídio ocorreu na manhã de segunda-feira (16), na cidade de Novo Mundo (785 km ao norte). Maria Irene Rodrigues Feitosa de Moura, 31, foi executada a facadas, em via pública, logo depois de sair de unidade da Polícia Militar onde foi denunciar o assassino, o marido Luciano de Moura, 43, o “Cicino”. Ele estava a espreita, escondido atrás de uma distribuidora de gás, e atacou a mulher que caminhava pela rua, desferindo vários golpes contra ela. Em seguida fugiu para um matagal, onde foi preso logo depois.

 

Maria Irene foi executada por volta das 8h, na área central da cidade. A faca, tipo peixeira, usada no crime, ficou ao lado do corpo. Ela morreu na hora. De acordo com os policiais militares, ao receberem o chamado de um homicídio foram até o local imediatamente, quando se depararam com a mulher que havia acabado de deixar a unidade denunciando o marido. Testemunhas apontaram que o criminoso fugiu com destino a um matagal, na região dos lagos. Logo depois Luciano foi abordado na margem de um córrego e não resistiu a prisão. As filhas menores de 13 e 4 anos do casal foram entregues ao Conselho Tutelar.

 

Relato feito pela vítima aos PMs, pouco antes de ser assassinada, dizia que no dia anterior ela havia sido alvo de um golpe do tipo “mata leão”, que a deixou com dores pelo corpo. Acusou o marido de forçar relação sexual com ela diante das filhas menores além de insultá-la com frequência. Revelou que o casal veio para Novo Mundo, vindo do estado do Ceará, há cerca de 15 dias. Em decorrência das agressões, ela queria se separar de Luciano. Alegou que já o denunciou por violência doméstica para a Polícia em Fortaleza (CE). Como a vítima não sabia o paradeiro do agressor, os policiais anotaram as características de Luciano para realizar diligências buscando sua prisão. Mas não houve tempo hábil, já que logo depois que a vítima deixou a unidade policial foi assassinada.

 

Ao ser preso, Luciano disse aos policiais que o casamento com a vítima durou cerca de 15 anos e que a relação sempre foi conturbada. Acusou a mulher de já tê-lo traído e alegou que cometeu o feminicídio porque “perdeu a cabeça”. Foi encaminhado para a delegacia de Guarantã do Norte, distante cerca de 30 quilômetros do município, onde foi autuado em flagrante pelo homicídio qualificado. Deve seguir nesta terça-feira para audiência de Custódia no fórum da Comarca.

 

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