18/09/2019 às 01:20h
Após uma semana, funcionários dos Correios suspendem greve
DA REDAÇÃO

Os funcionários dos Correios suspenderam a greve iniciada no último dia 10 em todo o País. A decisão

 foi tomada em assembleia geral realizada na noite desta terça-feira (17)

 

Segundo as entidades sindicais que representam a categoria, os trabalhadores aceitaram a proposta do 

Tribunal 

Superior do Trabalho (TST) de prorrogação do atual acordo coletivo até o dia 2 de outubro, quando será

 julgado o dissídio coletivo pelo colegiado do tribunal.

 

De acordo com a nota emitida pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos 

Correios (Findect) e pela Federação Nacional da categoria (Fentect), os trabalhadores em todos os

 Estados seguem a orientação do Comando Nacional de Negociação e irão se manter em estado de 

greve até o dia do julgamento.

 

Em Mato Grosso, cerca de 600 mil correspondências deixaram de ser entregues somente no primeiro 

dia de greve. Conforme o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect-MT), 

a principal reivindicação do movimento nacional é tentar barrar a privatização dos Correios.

 

A entidade alega que inúmeros trabalhadores podem perder o emprego com a medida do Governo 

Federal.

 

Outra pauta da greve é o reajuste salarial, que ocorre todo ano. Segundo o Sintect-MT, a proposta da 

empresa é aumentar em 0,8% o salário dos servidores. No entanto, iria retirar benefícios como 

vale-alimentação e a inclusão de pai e mãe no plano de saúde.

 

A categoria também exige a realização de concurso público, que não é realizado desde 2011.

 

Negociação e mutirão

 

Por meio de nota, a empresa dos Correios informou que ingressou com ação de dissídio junto ao 

TST após dois meses de negociações com os trabalhadores. A empresa afirma que "as federações 

reivindicam vantagens impossíveis de serem concedidas no atual momento da empresa e da própria

 economia do País".

 

Os Correios apontam que, desde o início da greve, foi colocado em prática um plano de continuidade 

nas unidades, a fim de mitigar os prejuízos à sociedade, como o deslocamento de empregados 

administrativos para auxiliar na operação e a realização de mutirões nos fins de semana a fim de

 regularizar o fluxo postal.

 

Conforme a empresa, as ações contingenciais continuarão a ser empregadas até que as entregas 

sejam normalizadas.

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