06/08/2019 às 12:38h
Em reunião com deputados, Sintep pede proposta documentada para categoria avaliar
Vitória Lopes


Maurício Barbant/AL-MT

Maurício Barbant/AL-MT

No começo da noite desta segunda-feira (5), deputados estaduais e uma comissão do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT) se reuniram na Assembleia Legislativa. Os parlamentares tentam intermediar o fim da greve após o governador Mauro Mendes apresentar (DEM) proposta para os servidores.

 

Parece que a proposta - tida como a última de Mendes - não foi suficiente ao apresentar 75% da concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e os demais aumentos remuneratórios aos servidores, assim que o Estado voltar ao limite de 49% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois os trabalhadores permaneceram irredutíveis. 



De acordo com o presidente do Sintep-MT, Valdeir Pereira, a greve continua para garantir um acordo dentro da Lei 510/2013, que fala sobre a dobra do poder de compra da categoria em 10 anos, ou seja, até 2023.


“Não houve uma apresentação de documento por parte do governo quanto às duas pautas que foram apresentadas, que é a lei da dobra do poder de compras, que agora está na sexta parcela. O governo não apresenta um calendário quanto ao cumprimento desta sexta parcela, e assim como a suspensão do corte de ponto e a suspensão e a devolução do que foi descontado de maneira indevida”, disse Pereira.


Ainda durante a votação, o presidente relatou em discurso na Assembleia de que está ciente do projeto, mas que ele deverá ser documental e propositivo, e não baseado em “falas de Facebook”.


“Nós não aceitamos o retrocesso do governo Mauro Mendes. E falando em proposta, chegou até a gente por meio da imprensa, que o governador esteve nas redes sociais falando de uma proposta, mas esse documento, ao mesmo tempo em que disse, também ‘desdisse’”, argumenta, se referindo à parte documental. 


Entretanto, Pereira ainda comenta sobre a análise do texto da proposta e os próximos passos de um possível acordo, desde que cumpra com as reivindicações. “Chegando o documento oficial no Sintep-MT, o nosso procedimento será encaminhar para as sub sedes, e lá fazer a discussão do documento. Como nós estamos em assembleia geral permanente, convocaremos dentro do período a assembleia para fazer a avaliação, desde que seja realmente documento com proposta. Documento sem proposta, a gente não tem muito o que avaliar”, disse.

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