04/08/2019 às 11:02h
Presidente taxa imprensa de oposição ao participar de evento em igreja

© Ana Rayssa/CB/D.A Press
Na manhã deste domingo (4/8), o presidente Jair Bolsonaro participou da comemoração de 25 anos da Igreja Apostólica Fonte da Vida, em Brasília, e criticou a imprensa. Segundo ele, os jornais brasileiros perseguem o governo e são de "oposição".

"A imprensa diz que estou no palanque. Mas a imprensa é que ainda está na oposição. Por muitas vezes não leio jornal nenhum para não começar o dia envenenado. Ignoro", disse Bolsonaro, que na sequência recebeu uma salva de palmas dos fiéis presentes à cerimônia e os gritos de "mito".

"Assim como não derrotaram o Trump nos Estados Unidos, não me derrotaram aqui no Brasil. Nós ganhamos e sabemos da responsabilidade que é botar esse país para a frente", acrescentou.

Durante o culto, Bolsonaro se emocionou e até chorou quando o pastor da igreja, Apóstolo César Augusto, lembrou da visita que fez ao então candidato após o atentado sofrido por ele durante a campanha eleitoral em 2018.

Ao discursar por aproximadamente 40 minutos, Bolsonaro acenou para a possibilidade de concorrer à reeleição em 2022. "Não trabalho pensando em 2022. Se formos bem, será natural. Se não for, espero que chegue alguém melhor do que eu e não outras pessoas que no passado demonstraram que a sua sede era de poder e nada além disso", comentou.

O presidente ainda pediu paz entre os representantes dos Três Poderes, e citou os nomes dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli.

"Todos nós temos acusações, alguns mais ou menos, mas temos a responsabilidade de tocar esse Brasil para frente. Não vou criticar o Legislativo e o Judiciário, e espero que eles não me critiquem também", declarou.

Defesa pela legalização do garimpo

O pesselista também comentou sobre a intenção de legalizar o garimpo no Brasil. Na quinta-feira (1°/8), em vídeo divulgado nas redes sociais, Bolsonaro já havia apresentado a ideia de tentar a proposta via projeto de lei.

"Fizemos uma pesquisa e 70% das pessoas são contra legalizar o garimpo. Mas é preciso conhecer a realidade daquelas regiões. Vão continuar existindo na Amazônia garimpeiros que só sabem fazer isso. A legalização vai dar dignidade a eles", opinou.

Além disso, o presidente garantiu que vai questionar contratos firmados por administrações anteriores para estrangeiros explorarem minas de nióbio no Brasil. "País que tem coisas que só ele tem, então ele tem que dar valor a esse commoditie. E mais tem: que exigir que agregue valor aqui, não para fora", frisou.

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