27/05/2019 às 01:06h
Professores do Estado entram em greve, cobram aumento garantido na Lei nº510/2013 e prometem recorrer ao STF
Redação 24 Horas News | 

Para 2019, a lei previa um reajuste de 7,69% a partir de 1º de maio, o que não foi feito. A categoria promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal por este direito, uma vez que esta lei não foi revogada na Assembleia Legislativa.













Os profissionais da rede estadual de ensino de Mato Grosso cruzaram os braços nesta quarta-feira. A greve em resposta a decisão do governador Mauro Mendes em não conceder o aumento salarial deste ano, como permitiu para os servidores da Assembleia Legislativa, Ministério Público e Tribunal de Justiça. A paralisação, segundo o sindicato da categoria, o Sintep, deve durar aproximadamente dois meses, comprometendo todo o calendário escolar deste ano. Esta é a primeira greve a gestão Mauro Mendes (DEM).

Além do aumento salarial, a categoria reivindica, que conta com 40 mil profissionais reivindica melhoria na infraestrutura e concurso público. Ainda pede retratação do governador que disse que os professores do Estado tem o terceiro melhor salário do país e um dos piores índices de aprovação do Brasil. Eles alegam que a culpa neste item não é dos professores em sala de aula, mas sim a proposta do governo em insistir na educação ciclada, onde o aluno, mesmo com notas baixas segue para mudando de ciclo.

O sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), diz que o governo Mendes mente quando diz que não há recursos para dar amento salarial e monta onde os recursos podem sair para cobrir os investimentos na educação e diz que o governo tem a obrigação de cumprir a lei nº510/2013, que determina a obrigação do governo do Estado de promover o realinhamento sobre as atuais tabelas, a título de ganho real e nos percentuais relacionados. Para 2019, a lei previa um reajuste de 7,69% a partir de 1º de maio, o que não foi feito. A categoria promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal por este direito, uma vez que esta lei não foi revogada na Assembleia Legislativa.

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