30/04/2019 às 01:17h
Delatado por Silval, Nininho tenta responder em CPI

De Rondonópolis - Robson Morais

Delatado pelo ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, o deputado estadual Odanir Bortolini, o Nininho, tentou responder na última semana ao velho cacique político, que o citou no acordo de delação premiada firmado em 2017 junto à Procuradoria Geral da República -PGR e homologado no Supremo Tribunal Federal. A delação, à época, foi classificada como "monstruosa" pelo ministro Luiz Fux.

A delação

Na versão de Silval contada à PGR, em 2011 Nininho e o empresário Elói Brunetta o procuraram. Este segundo é um dos sócios formais da concessionária Morro da Mesa, atual administradora e cobradora de pedágio da rodovia estadual MT-130.

Silval Barbosa apontou Nininho como articulador para que a concessionária Morro da Mesa assinasse naquele ano contrato com o Governo do Estado. O tal encontro teve por objetivo confirmar negócio com o então consórcio Primavera, atual Morro da Mesa.

Propina

Segundo a delação, Silval teria cobrado o valor de R$ 7 milhões em propina para que o contrato fosse efetivado e o consórcio pudesse assim explorar a cobrança de pedágio no trecho que pleiteava. Para burlar o sistema de fiscalização, o pagamento foi feito via cheques emitidos pela empresa Construtora Trípolo, registrada em nome da família de Nininho.

Em 2009, o Governo do Estado publicou o edital de licitação da MT-130, no trecho entre Rondonópolis e Primavera do Leste, para empresas interessadas em realizar a manutenção da rodovia e explorar a cobrança de pedágio.

O contrato foi assinado em maio de 2011 e a Morro da Mesa venceu o processo apresentando o valor de R$ 3,98, menor entre as concorrentes, valor já apresentado em 2009.

A reposta

Na última terça-feira (23), Nininho respondeu a Silval, durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito -CPI da Renúncia e Sonegação Fiscal, da Assembleia Legislativa do Estado -ALMT.

"Já quebrou [o Estado]! Já saqueou! Já está liberado, já tirou tornozeleira, já está em casa. Envolveu um monte de empresário em torno dessa condição, forçando e extorquindo os empresários e hoje ele virou um anjo", rebateu Nininho. O parlamentar fez suas falas quando criticava os esquemas de corrupção que "vitimizou" empresários de Mato Grosso que pretendiam manter contrato com o Estado.

Segundo o deputado estadual, graças aos esquemas de corrupção gerenciados por Silval Barbosa, muitas empresas hoje não conseguem disputar com as que foram beneficiadas com políticas de isenção fiscal concedidas a outras empresas, envolvidas nos esquemas do ex-governador.

 

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