11/04/2019 às 12:57h
Grávida de 8 meses é executada e ex-namorado é suspeito
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O irmão de Gabriele contou que o ex-namorado chamou a irmã no portão, ofereceu uma rosa amarela, disse que a amava e, em seguida, matou ela a tiros.

Uma jovem grávida de 8 meses foi morta a tiros no fim da tarde desta segunda-feira (8), em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Gabriele Rodrigues Dias, de 24 anos, levou três tiros, sendo que um deles foi na cabeça. A família da vítima aponta seu ex-namorado, Renato Caldas Queiróz, de 40 anos, como o autor do crime de feminicídio.

Gabriele morreu na hora, mas ainda foi levada por vizinhos para o Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, na tentativa de salvar o bebê. A vítima foi submetida a uma cesariana, mas a criança não resistiu.

De acordo com familiares da jovem, Renato não se conformava com o término da relação, mesmo já passado um ano. Os dois viveram um relacionamento conturbado que durou cerca de quatro anos, entre idas e vindas.

Gabriele descobriu a gestação tardiamente e não tinha certeza se o filho que esperava era do ex- companheiro ou de outro parceiro. A jovem esperava a criança nascer para realizar o teste de DNA e esclarecer a paternidade.

Felipe Rodrigues de Oliveira Bento, irmão de Gabriele, conta que a moça foi chamada ao portão por Renato, por volta das 17h. Ele teria oferecido a ela uma rosa amarela e dito que a amava. Em seguida, ele atirou e matou Gabriele.

“Não tem nem oito meses que nós enterramos nossa mãe. Agora perdemos a irmã. O chão se abriu para a gente”, desabafou o rapaz, que nesta tarde esteve no Instituto Médico Legal (IML), acompanhado da irmã Yasmim Rodrigues Dias, de 22 anos, para providenciar a liberação do corpo de Gabriele.

Yasmim morava com a irmã, mas estava fora de casa no momento do crime. A jovem acredita que se estivesse no local também teria morrido. Ela descreveu o ex-cunhado como uma pessoa violenta e agressiva.

“Na verdade, o relacionamento dos dois foi bom só nos primeiros três ou quatro meses. Depois virou abusivo possessivo. Ele não permitia que a minha irmã falasse sequer com os parentes, incluindo nós os irmãos”, declarou.

A Polícia Civil informou que um inquérito policial foi aberto pela Delegacia de Homicídios da Capital. Agentes realizaram perícia no local e as investigações em busca do suspeito estão em andamento.

Parentes e amigos de Gabriele publicaram mensagens de despedida nas redes sociais, lamentando o episódio e cobrando justiça.

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