23/01/2019 às 09:12h
Corrupção é prejudicial à economia brasileira, diz Moro em Davos
Em Davos, Sérgio Moro falou sobre a relação da corrupção com a economia e comentou seu trabalho como juiz na Lava Jato© Foto: Sérgio Lima Em Davos, Sérgio Moro falou sobre a relação da corrupção com a economia e comentou seu trabalho como juiz na Lava Jato

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse nesta 4ª feira (23.jan.2018), em palestra realizada no Fórum Econômico Mundial de Davos que a corrupção é 1 fator tão prejudicial para a economia do Brasil quanto “decisões econômicas equivocadas”.

“Talvez uma das razões pela qual a economia do Brasil patina há vários anos não sejam só decisões econômicas equivocadas, mas a disseminação dessas praticas de corrupção”, afirmou.

O paranaense falou que a perda de confiança em decorrência da corrupção leva a questionamentos da democracia: “Houve 1 descrédito muito grande de parte da população brasileira em relação à classe política, às nossas instituições, levando questionamentos à própria democracia”, disse.

Durante o painel, Moro também comentou o seu trabalho na Lava Jato e as condenações que levaram à prisão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Não citou nomes: “Foram processos difíceis, que envolveram pessoas poderosas, congressistas, diretores da nossa maior empresa, a Petrobras, 1 ex-presidente da Câmara dos Deputados e 1 ex-presidente da República”.

O ministro também disse que não relutou em aceitar o convite de Bolsonaro para comandar a pasta da Justiça. De acordo com ele o Brasil “vive 1 momento de restauração da confiança relacionado ao novo governo”.

Segundo o paranaense, o país foi o que mais combateu a corrupção nos últimos 4 anos. No entanto, disse que a iniciativa precisa se estender a outros setores da sociedade além do Poder Judiciário.

“É preciso ir alem da ação das Cortes de Justiça. Quando me foi feito o convite do senhor presidente de assumir essa posição, eu confesso que não relutei tanto. Vi isso como uma possibilidade, de dentro do Governo Federal, de o Brasil adotar políticas mais gerais e consistentes contra a corrupção”, declarou.

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