20/06/2016 às 05:57h
Sinop: trabalhadores rurais fazem manifesto em frente MPF contra obras de usina

Só Noticias

Cerca de 200 membros da Associação dos Trabalhadores Rurais da Gleba Mercedes, Movimento dos Trabalhadores Acampados e Assentados (MTAA), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT) protestaram, esta manhã, em frente a sede do Ministério Público Federal (MPF). Eles cobraram o bloqueio da construção da Usina Hidrelétrica (UHE) de Sinop por descumprimento da legislação ambiental, falta reassentamento e indenizações das famílias atingidas pela barragem.

Um dos líderes dos atingidos pela barragem, Daniel Schlindwein, disse, ao Só Notícias, que as obras da usina estão 50% concluídas e, até agora, não houve reassentamento das famílias. “São 214 famílias da Gleba Mercedes e do Assentamento 12 de Outubro. Até agora não sabemos para onde vamos. O cronograma é que seja entregue a obra em setembro de 2017. Não existe um posicionamento de qual será a área que seremos reassentados. Algumas famílias ainda não foram indenizadas”.

Schlindwein cobrou ainda posicionamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) nos projetos de fortalecimento da agricultura familiar, programas sociais, audiência com governo do Estado para tratar das terras públicas, além da regularização das terras da União. “O Incra tem normas internas que não permite que as terras sejam negociadas por um assentado. Com isso, criou-se um impasse muito grande. A usina não compra outra área para assentar as famílias. Estamos convivendo com esta morosidade. A água esta quase chegando próximo ao enchimento do lago e não temos um posicionamento do que será feito”.

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