10/06/2016 às 05:13h
Taques diz em Sinop que incluiu RGA de 2017 dos servidores no orçamento e crise impede 11% este ano

O governador Pedro Taques (PSDB) afirmou que já incluiu no orçamento do ano que vem, 7,5% do Reajuste Geral Anual (RGA), que foi apresentado à Assembleia Legislativa. Ele respondeu, ontem à noite, questionamentos de policiais civis, que estão em greve (mas parte do efetivo está trabalhando), durante visita a 32ª Exposição Agropecuária, Comercial e Industrial (Exponop) e se mostraram preocupados com o reajuste do próximo exercício.


Apesar de garantir o índice em 2017, Taques reforçou que o Estado não tem condições financeiras de conceder, agora, os 11,28% cobrados pelos servidores grevistas. “Esse RGA deste ano nós colocamos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Na LOA (Lei Orçamentária Anual), que se apresenta em dezembro, não estava, mas é possível fazer apresentação de suplementação. Agora, na LDO (de 2017) que apresentei na semana passada para Assembleia,  está lá, 7,5%. Mas como vou saber a inflação do ano que vem? Tem que saber uma média, qual é o centro dela? 4,5%? 6%?  Por acaso no dia 9 de junho do ano passado, saberíamos que estaríamos nessa crise hoje?  Que o presidente seria Michel Temer, não a Dilma?  Vocês tinham noção disso? Ninguém tinha”, respondeu aos servidores.


O governo já apontou que apresentará à Assembleia um projeto de lei que prevê 6% para os servidores estaduais. Taques afirmou que a proposta já foi feita e agora será formalizada. Seria quitado em três parcelas, sendo a primeira de 2% de reajuste para o mês de setembro, a segunda de mais 2% para o mês de janeiro de 2017 e a última de 2% para março de 2017. “Se no Estado for pago o RGA (os 11% que os servidores pedem), atraso a folha de pagamento”, disse o governador.


O  Tribunal de Justiça de Mato Grosso tem entendido que o pagamento do RGA é condicional à situação econômica do estado e, por isso, tem tornado os movimentos grevistas ilegais. Desde a última sexta-feira, três liminares foram concedidas em favor do Estado pela suspensão da greve.


Apesar disso, servidores da Saúde e investigadores da Polícia Civil decidiram, ontem, em assembleia, manter a greve considerada ilegal. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente do Estado, Oscarlino Alves, criticou a falta de habilidade do governo em permitir que os servidores cruzassem os braços.

Fonte: Só Notícias/Weverton Correa (foto: Só Notícias/Luiz Ornaghi)

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