28/11/2018 às 06:07h
DEM prevê "início sombrio" para Mauro e estima "bomba relógio" de R$ 4 bilhões deixada por Taques

Dilmar destaca que secretários de tucanos não falam mesma língua

 
Da Redação

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O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM) prevê que o início do governo de Mauro Mendes (DEM) será “sombrio”. Além disso, ele avalia que contas deixadas pelo atual governador Pedro Taques (PSDB) serão uma “bomba relógio” nas mãos do próximo gestor do Estado. “Mauro vai ter um ano de 2019 muito sombrio. Vejo o Estado com uma dificuldade tremenda de conseguir pagar salário  dos servidores. Vamos ter que fazer como Mauro já está fazendo, montando sua equipe, fazendo um organograma do que existe hoje em cada secretaria do Estado, enxugando as pastas, diminuindo a quantidade de comissionados e também diminuindo a quantidade de secretarias. Ele está fazendo tudo que pregou na campanha”, explicou o deputado em entrevista a Rádio Capital FM nesta quarta-feira. 

Dilmar revela que participou da equipe de transição entre os Governos Silval Barbosa e Pedro Taques. Na época, segundo ele, o Estado tinha quase R$ 900 milhões em restos a pagar.

Quatro anos depois, a previsão é de que Taques entregue o cargo com dívida quatro vezes maior. “Quando o Governo Taques assumiu eu estive na transição do Governo Silval para Pedro Taques e tinha restos a apagar de R$ 900 milhões. Agora vai deixar quase R$ 4 bilhões de restos a pagar. Cresceu muito a dívida em curto prazo do Estado, que vai ficar em restos a pagar. É uma situação muito grave e muito difícil”, observou. 

No começo dos trabalhos de transição entre a atual gestão e a futura, Mendes anunciou cortes de secretarias e comissionados. Sobre isso, o deputado destaca que os problemas também estão nas leis aprovadas nas gestões que antecedem a do democrata.

Para ele, são injustificáveis tantos aumentos salariais sem real condição de pagamento. “Com os cortes anunciados, deve chegar de R$ 120 a R$ 150 milhões de economia de como está hoje o quadro. Mas aí tem as condições dos servidores que tem as progressões de carreira, tem as leis aprovadas no Governo anterior e também no Governo Pedro Taques. Como exemplo, a Secretaria de Meio Ambiente , foi feito um projeto de lei pelo Governo que aí está para começar projeção salarial a partir de 2019”, colocou. 

FALTA DE ENTROSAMENTO 

O democrata avalia que o Governo atual não teve equilíbrio nas contas e destaca falta de “entrosamento” entre o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, e da Casa Civil, Ciro Rodolpho, sobre a situação do pagamento da RGA aos servidores públicos. Enquanto Gallo falou que o Estado não tem condições de arcar com a reposição inflacionária, Ciro apontou que o único impeditivo era a medida cautelar imposta pelo Tribunal de Contas do Estado.

Para Dilmar, o chefe da Sefaz tem mais propriedade para falar da situação devido a sua “experiência” como gestor e procurador do Estado. “Agora você analisa uma pessoa que é equilibrada, igual Rogério Gallo, que é procurador do Estado de Mato Grosso, advogado tributarista e conhece muito bem a gestão. Eu acredito muito mais no Rogério Gallo, que está falando a verdade, que realmente hoje o Estado não tem arrecadação suficiente, inclusive para pagar folha de pagamento. Este mês já atrasou mais do que era programado, senão está tendo dinheiro suficiente para pagar a folha de pagamento, que dirá qualquer outro tipo de atividade”, comparou.

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