20/10/2018 às 10:38h
Empresário detido em operação foi preso por estupro
Rayane Alves

Divulgação

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O empresário Ivomar Alves de Freitas, 54, detido pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (19), durante a deflagração da Operação Simplex, já foi preso por estupro e exploração sexual de 6 adolescentes. Na Simplex, Ivomar é suspeito de fraudar R$ 4 milhões. Ele também foi autuado por porte ilegal de arma de fogo.

 

A prisão por estupro foi registrada no dia 14 de maio de 2015, quando o empresário foi detido na sede da sua empresa, a Ypê Terceirizações, situada no Centro Empresarial Paiguás, na avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá.

 

Na época, o delegado Eduardo Botelho, da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), informou que o suspeito já respondia por crimes praticados entre os anos de 2012 e 2013.

 

As vítimas, segundo a PF, possuíam entre 11 a 14 anos e eram cooptadas por outra menor de 14. Todas acabavam levadas para um motel, local em que recebiam presentes e dinheiro, geralmente de R$ 100 a R$ 400, de acordo com o tipo da relação. As vítimas eram moradores de bairros periféricos da capital.

Uma das meninas afirmou em seu depoimento que não se sentia vítima, pois passeava de carro com o empresário e recebia presentes, como celular de última geração, além dele ofertar um "dia de princesa".

 

Operação Simplex

 

De acordo com as informações divulgadas nesta sexta-feira (19), Ivomar Alves de Freitas é o principal alvo da ação e teve sua casa e o prédio onde funciona a empresa invadido por policiais durante cumprimento de mandado de busca e apreensão.

 

Além de ser acusado de fraudar R$ 4 milhões, o empresário também foi flagrado com 4 armas dentro de casa. Por volta das 8h30, ele já estava no prédio da PF prestando esclarecimentos do caso. Ao todo, são 6 mandados contra 4 empresas. 

As investigações tiveram início há cerca de 6 meses, tendo como principal investigado o empresário do ramo de terceirização de serviços de limpeza e conservação. 

Entre os anos de 2013 e 2014, uma de suas empresas se declarou, indevidamente, como optante pelo Simples Nacional (do qual havia sido excluída pela Receita Federal), deixando, assim, de declarar rendimentos e, consequentemente, de recolher os tributos devidos. 

As investigações também apontam que o empresário se utiliza de laranjas nos contratos sociais, a fim de fugir de eventual responsabilização. São, segundo a PF, indivíduos humildes, sem qualquer participação na administração das pessoas jurídicas.

 

Caso seja indiciado, o empresário responderá pela sonegação fiscal (tributárias e previdenciárias), além da falsidade ideológica. O prejuízo à União é de, no mínimo, R$ 4 milhões, referente à sonegação de apenas uma das empresas.

 

Outro lado

 

A defesa do empresário Ivomar Alves afirma que ainda não teve acesso aos autos da Operação Simplex, razão pela qual só se manifestará em outro momento.

 

Esclarece ainda que a prisão nesta sexta se deu por decorrência de posse de arma de fogo de uso permitido e não em decorrência das investigações policiais. 

Segundo informado, Ivomar Alves irá contribuir com a apuração dos fatos sem qualquer embaraço.

 

Já sobre o caso de acusação por estupro, a defesa afirmou que o empresário foi absolvido.

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