04/10/2018 às 09:23h
TJ nega liberdade a advogado acusado de forjar sequestro e matar para sanar dívida


Advogado Wagner

Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de MT mantém prisão preventiva do advogado Wagner Rogério, acusado de matar em troca de uma dívida

Por unanimidade, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva do advogado Wagner Rogério Neves de Souza. Ele está preso desde 9 de outubro de 2015 em razão da suposta prática dos crimes de homicídio qualificado, roubo circunstanciado, ocultação de cadáver e associação criminosa. Atualmente está recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá (CCC). Seu julgamento pelo Tribunal do Juri está marcado para o próximo dia 30.

Segundo a denúncia, há indícios de que Wagner teria matado Douglas Wilson Ramos a mando de Nilton César da Silval, em troca do pagamento de uma dívida que ele teria para com Nilton, no valor de R$ 70 mil. Wagner, por sua vez, teria se aliciado Luís Carlos para participar o crime.

Douglas teve seu estabelecimento comercial invadido por homens armados, foi rendido juntamente com seus empregados e receberam ordem para deitarem-se no chão com as mãos presas para trás com braçadeiras de nylon. Enquanto isso, Wagner permaneceu na área externa da empresa, na função de motorista e, posteriormente, levou Douglas até o local em que foi morto com cinco tiros, sendo dois na região da cabeça.Feito isso, o corpo de Douglas foi ocultado e somente localizado depois de 11 dias, em avançado estado de decomposição. Além do sequestro forjado, Douglas foi torturado antes de ser morto.

Conforme a ação, o crime foi praticado por motivo torpe, tendo em vista que Nilton acreditava que a vítima havia desviado dinheiro da empresa que tinham em sociedade para iniciar atividades comerciais no mesmo ramo, captando clientela. Outro motivo é que a vítima estaria devendo a Nilton certa quantia em dinheiro.

A defesa de Wagner alegou que já não há mais risco à ordem pública se ele for colocado em liberdade, mesmo que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas. A Procuradoria Geral de Justiça emitiu parecer pela extinção do recurso, em razão do pedido ser idêntico ao feito em outro recurso. A Terceira Câmara entende que, em razão da gravidade concreta dos delitos em tese cometidos pelo advogado, a necessidade de garantir a ordem pública permanece vigente.

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