05/08/2018 às 03:27h
Com discurso militarista, PSL de Bolsonaro lança Major Olímpio ao Senado
Guilherme Venaglia


Major Olímpio (Solidariedade) durante debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo: O deputado Major Olímpio, durante debate em 2016, quando foi candidato a prefeito de São Paulo pelo Solidariedade. Neste ano, concorrerá ao Senado com o apoio de Jair Bolsonaro.© VEJA.com O deputado Major Olímpio, durante debate em 2016, quando foi candidato a prefeito de São Paulo pelo Solidariedade. Neste ano, concorrerá ao Senado com o apoio de Jair Bolsonaro.

A convenção estadual do PSL na manhã deste domingo, em um clube da zona norte de São Paulo, confirmou a candidatura do deputado federal Major Olímpio ao Senado. O partido de Jair Bolsonaro decidiu não lançar nenhum nome para o governo de São Paulo.

A expectativa era que o evento fosse a oportunidade para o anúncio oficial do nome do candidato a vice na chapa presidencial do ex-capitão. Bolsonaro, no entanto, se limitou a agradecer e a descartar as principais opções já cogitadas – o senador Magno Malta (PR), o general Augusto Heleno (PRP), a advogada Janaina Paschoal e o empresário Luiz Phelipe de Orléans e Bragança, o “príncipe” da monarquia brasileira – e afirmar que o escolhido será confirmado durante a convenção nacional do PRTB. O evento do partido do incansável Levy Fidélix será também neste domingo na capital paulista.

Ouvidas por VEJA, lideranças do PSL confirmaram que se trata do general Hamilton Mourão, presidente do Clube Militar. O PRTB confirmou a informação.

A perspectiva da escolha empolgou apoiadores, que comentavam entusiasmados sobre a possibilidade da escolha do general. Em 2017 ele provocou controvérsia ao admitir em uma palestra a hipótese de uma intervenção militar no Brasil. A fala de Bolsonaro, no entanto, frustrou alguns monarquistas presentes ao evento, que desde o início da manhã entoavam um insistente “Luiz Phelipe vice” a cada nome que subia ao palco para discursas.

Discurso militarista

O tom militarista dominou toda a convenção do partido, a começar pela abertura dos trabalhos, feita por uma criança de 9 anos, identificada apenas como Cauã, que entrou no palco vestida de policial militar e falando “Major Olímpio, permissão para falar? Capitão Bolsonaro, permissão para falar?”. Permissão concedida, Cauã cantou o hino nacional brasileiro.

Durante seu discurso, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) falou ainda que sem o apoio dos presentes, eles seriam “generais sem tropa” e que “graças a esse celularzinho, as lives e os vídeos nas redes, nós chegamos aqui”.

Major Olímpio bateu continência para o presidenciável e se colocou à disposição para fazer parte “sua tropa em Brasília’.

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