16/07/2018 às 09:05h
Financiamento de campanhas será com dinheiro público

Lázaro Thor Borges, repórter de A Gazeta


Divulgação

Mesmo com a limitação de gastos para as eleições deste ano, muitos partidos terão que se desdobrar para conseguir recursos suficientes até a disputa em outubro. A maioria dos diretórios estaduais tem pouco dinheiro em caixa, conforme mostram os últimos balanços financeiros publicados no site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Dentre as legendas que pretendem lançar candidatos ao governo do Estado, as apostas para financiar esses projetos contam com dinheiro público, recurso que virá do Fundo Eleitoral, criado no final do ano passado.

Em Mato Grosso, a sigla com maior volume de dinheiro é o Partido da República (PR), que registrou, em 2014 (ano do último documento disponível no TRE), pouco mais de R$ 219,7 mil como resultado líquido do exercício. A legenda tem o senador Wellington Fagundes como pré-candidato ao Palácio Paiaguás.

O diretório do Democratas, por sua vez, fechou 2015 com cerca de R$ 160,9 mil em caixa. Para as eleições deste ano, tem précandidatura ao governo, com Mauro Mendes, e ao Senado, com Jayme Campos.

Já o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que pretende reeleger o governador Pedro Taques e lançar o deputado federal Nilson Leitão ao Senado, é o que menos tem dinheiro guardado. Segundo o demonstrativo de 2015, os tucanos fecharam aquele ano com R$ 1.655,24 na conta.

Para as campanhas ao governo, o Tribunal Superior Eleitoral definiu limite máximo de gastos de R$ 5,6 milhões. Se houver um segundo turno, haverá um acréscimo de R$ 2,8 milhões. Os partidos, contudo, estão impedidos de receber doações de empresas. Depois da minirreforma eleitoral, apenas pessoas físicas podem doar aos candidatos.

Esta mudança é que deve fazer com que as siglas recorram ao chamado ‘fundão’, que prevê R$ 1,7 bilhão para os partidos.

Presidente do diretório estadual do PSDB, Paulo Borges, por exemplo, já antecipou que vai pedir à Executiva Nacional da sigla o valor do teto da campanha. A ideia, segundo ele, é não depender das doações.

Mas o caixa mais ‘abastecido’ não impedirá Wellington Fagundes de também pedir o máximo possível de recursos. A solicitação já foi feita pessoalmente ao presidente nacional do partido, José Tadeu Candelária. O Democratas é o mais modesto na partilha do fundão. Segundo o ex-senador Júlio Campos, o diretório pretende usar R$ 3 milhões do recurso público. O restante virá do seu próprio bolso e de Otaviano Pivetta, provável candidato a vice.

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