07/06/2018 às 01:56h
Polícia Civil autua bisavó que enterrou recém-nascida viva em Canarana
Atualizado
Bebê foi salvo em ação de policiais civis e militares

Assessoria | PJC-MT

((Atualizada às 16h10) A Polícia Judiciária Civil de Canarana (823 km a Leste) realizou autuação em flagrante pelo crime de homicídio tentado praticado pela bisavó do bebê recém-nascido indígena enterrado vivo. A criança foi resgatada por policiais civis e militares na noite de terça-feira (05).

A Polícia Civil foi informada de um feto/recém nascido que teria sido enterrado em uma residência, e deslocou para o endereço (rua Paraná) em conjunto com a Polícia Militar. Ao iniciar escavação em busca do corpo, os policiais ouviram o choro do bebê e constaram que a criança estava viva. O bebê foi socorrido e encaminhado para socorro médico imediato. 

Conduzidas à delegacia para esclarecimentos, a mãe da criança (adolescente de 15 anos) e a avó do bebê contaram que a jovem sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu a luz a menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento.

Restou apurado que foi a bisavó da criança quem cortou o cordão umbilical do bebê e também foi a responsável por enterrar a recém-nascida. A mullher, Kutz Amin, de 57 anos, foi presa na manhã desta quarta-feira (06) e alegou que a criança não chorou após o nascimento, por isso acreditou que estivesse morta e, segundo costume de sua comunidade, enterrou o corpo no quintal, sem acionar os órgãos oficiais. 

De acordo com o delegado Deuel Paixão de Santana, o fato só veio a tona (e a criança salva), porque a mãe do bebê apresentou hemorragia durante toda a tarde de terça-feira (05) e em razão da necessidade de atendimento médido a ocorrência foi divulgada. 

A mãe e avó foram ouvidas e liberadas. Já a bisavó será encaminhada para audiência de custódia para deliberação do Judiciário. 

O bebê segue internado em unidade hospitalar de Água Boa.

Em audiência de custódia na tarde desta quarta-feira, a bisavó da criança foi mantida presa e teve o flagrante convertido em prisão preventiva. A índigena foi encaminhada a cadeia de Nova Xavantina. "Mesmo se tratando-se de índigena o  crime é comum. Crime comum contra a vida, portanto competência da Polícia Civil. Seria competência federal se fosse um crime praticado em desfavor da etnia índigena", explicou o delegado. 

 

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