09/05/2018 às 11:57h
Gaeco pede prisão do ex-deputado Pedro Henry, mas Zuquim nega

GD


Marcus Vaillant

Ainda durante a Operação Bônus, deflagrada na manhã desta quarta-feira (9) pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o desembargador José Zuquim Nogueira, negou o pedido de prisão contra o ex-deputado federal Pedro Henry.

Ele é acusado de envolvimento no esquema de propina no âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), conforme consta nas delações premiadas dos empresários José Henrique Gonçalves e José Ferreira Gonçalves Neto, donos da EIG Mercados (antiga FDL), que foram homologadas por Zuquim.

No ano passado, o nome de Pedro Henry já constava na delação do empresário Antônio Barbosa, irmão do ex-governador Silval Barbosa. Ele contou ao Ministério Público Federal (MPF) que em meados de 2010, foi procurado por um representante do então parlamentar.

Segundo o delator, o representante de Henry lhe perguntou se tinha conhecimento sobre a propina da FDL Serviços de Registro, Cadastro, Informatização e Certificação de Documentos Ltda, empresa que prestava serviço de gravame ao Detran.

Consta nos autos que, posteriormente, Antônio Barbosa se reuniu pessoalmente com Pedro Henry, que teria lhe explicado o esquema da empresa, que é oriunda de Brasília, cidade onde vivia o parlamentar, já que era deputado federal. O dinheiro era repassado através de uma empresa em Cuiabá e por meio de “laranjas” dos políticos beneficiados.

Antônio Barbosa relatou ao MPF que após conversar com o irmão governador, passou a fazer parte do esquema ilícito, que previa propina de cerca de R$ 1 milhão. No primeiro mês, ele afirma ter recebido R$ 100 mil. No mês seguinte, ele indicou outra pessoa para receber os valores em nome de Silval.

A partir daí, os valores foram reduzidos para R$ 80 mil por mês, conforme o delator. Segundo o ex-governador, parte do recurso ilícito foi utilizado para comprar uma fazenda do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) Antônio Joaquim.

A 2ª fase da Operação Bereré é resultado da análise dos documentos apreendidos na 1ª fase da Bereré, dos depoimentos prestados no inquérito policial e colaborações premiadas.

A Bônus tem como objetivo desmantelar organização criminosa instalada dentro do Detran para desvio de recursos públicos. 

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