26/04/2018 às 11:36h
Goleiro vaiado, discussão na torcida, Tevez questionado... Palmeiras empurra Boca Juniors para a crise
Jogadores do Boca Juniors lamentam derrota para o Palmeiras na Libertadores© EFE Jogadores do Boca Juniors lamentam derrota para o Palmeiras na Libertadores

derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, na última quarta-feira, não foi nada bem digerida pelo plantel e pela torcida do Boca Juniors.

Apesar de ter o título argentino praticamente confirmado, já que lidera a tabela da liga com seis pontos de vantagem para o Godoy Cruz, o time xeneize amanheceu em clima de crise após o revés em La Bombonera, pela 4ª rodada do grupo 8 da Libertadores.

Muito disso por conta da complicação na tabela do torneio continental: se o Junior-COL vencer o Alianza Lima-PER em casa hoje, o clube de Barranquilla roubará o 2º lugar da chave, tirando o Boca da zona de classificação para as oitavas de final.

Um dos grandes pontos de discussão em Buenos Aires nesta quinta foi o goleiro Agustín Rossi, que falhou feio no segundo gol palmeirense e foi facilmente encoberto por Lucas Lima. Ele terminou a partida sendo muito vaiado pelos torcedores no estádio boquense.

Rossi não foi poupado nem pelo técnico Guillermo Schelotto, que falhou publicamente sobre seu erro crasso. No entanto, o treinador não respondeu se irá colocar o arqueiro no banco para dar uma chance a Guillermo Sara, reserva direto da equipe.

"Até conversar a sós com ele, não vou declarar nada (sobre colocar Rossi no banco). Foi visível que ele cometeu um erro, e quando um goleiro comete um erro, é normal que o lance termine em gol", limitou-se a dizer Schelotto.

Após falhar, aliás, o arqueiro foi ironizado até mesmo por seus companheiros em campo. O volante Nández, por exemplo, fez um sinal colocando a mão nos olhos, como se dissesse que o colega de time não estava enxergando direito. Rossi não gostou e respondeu forte: "Está olhando para mim por quê?", disparou.

A inédita derrota para o Palmeiras na Bombonera também deixou um clima ruim entre os torcedores. Muitos começaram a ir embora do estádio aos 40 minutos do segundo tempo, revoltando fãs mais fanáticos, que dispararam xingamentos e exigiu que os que tentavam ir embora sentassem e assistissem ao jogo até o final.

De acordo com a mídia argentina, também houve discussões entre torcedores que estavam vaiando o goleiro Rossi e outros que exigiram a interrupção das vaias, dizendo que era hora de apoiar o atleta, e não de criticá-lo.

Por fim, muitos atletas do Boca tiveram suas atuações muito criticadas na partida. O atacante Ábila, por exemplo, foi detonado pelos jornais locais pelo incrível gol que perdeu no primeiro tempo, logo após o "Verdão" abrir o placar.

"Que erro absurdo, Wanchope. Um camisa 9, que vive de gols, jamais deve errar um gol em cima da linha de meta rival. Todo o sacrifício, a luta e a força da equipe desaparecem quando o cara que deveria ser o goleador da equipe perde uma chance dessas. Insólito", detonou o Olé.

Outro jogador que terminou bastante questionado foi Carlitos Tevez, que teve atuação bastante apagada no duelo. Os únicos momentos em que apareceu foram em chute defendido por Jaílson, no segundo tempo, e em um gol anulado por impedimento (de maneira correta). Ele ganhou nota 3 do Olé e nota 4 do Clarín e do La Nación, principais jornais da Argentina

"Teve participação escassa no jogo", disparou o Clarín. "Jamais encontrou seu lugar no campo", acrescentou o La Nación. "Faltou ter mais fato de jogo, ser um líder para buscar a reação. Não fez nada e saiu apagado de campo", complementou o Olé.

O Boca volta a campo pelo Argentino neste domingo, às 11h (de Brasília), contra o Gimnasia y Esgrima, fora de casa.

Pela Libertadores, os xeneizes quarta-feira, às 19h15, novamente fora, contra o Junior, em confronto direto pela vaga.

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