11/04/2018 às 05:41h
PM depõe na DHPP, confessa morte de empresário e alega legítima defesa

 GD


O policial militar Welliton da Silva Pereira, que está lotado no Batalhão de rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), se apresentou na manhã desta quarta-feira (11) e confessou ao delegado Marcelo Jardim da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que atirou no empresário Rafael Henrique Santi, 31, durante um baile funk na 'Chácara das Poderosas', no bairro Engorador em Várzea Grande. A vítima morreu no último domingo (8). O PM sustenta que agiu em legítima defesa e negou que estivesse fazendo bico de segurança na festa.

O  advogado do suspeito, Ricardo Monteiro, afirmou que seu cliente primeiramente compareceu ao chefe da Rotam na tarde de segunda-feira (9), para falar sobre o crime e, logo em seguida, a DHPP agendou o depoimento para às 9h. O depoimento durou uma hora e meia e ao delegado o policial afirmou que agiu em legítima defesa.

Conforme o advogado, no depoimento Welliton relatou que era frequentador da festa quando ouviu o primeiro disparo. Ele estava de costas quando começou a movimentação e virou e se identificou com policial e pediu que o empresário deixasse a arma.

Porém, nervoso Rafael não quis obedecer a ordem policial e 'mirou' a arma para o policial. Logo em seguida, Welliton tirou a arma da cintura e deu apenas um disparo que acertou próximo do peito. Após o homem, cair, o policial guardou a arma e se aproximou do homem ele ainda estava com vida e o próprio policial acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro.

Reprodução/Facebook

"O empresário saiu de lá com vida ainda. Temos print da ligação no celular do policial, mas logo depois do caso ele contou ao delegado que fugiu pela própria segurança dele porque haviam amigos, clientes e familiares. A arma do crime também foi entregue e o policial se apresentou e irá responder em liberdade", disse o advogado.

Ainda conforme Ricardo, o policial negou que estivesse fazendo a segurança da festa, pois mesmo de folga ele não poderia trabalhar, além de estar no local para 'curtir com os amigos' e diante da situação não poderia colocar a vida de terceiros em riscos.

"Ele estando no local e se não fosse reagir ele poderia responder por isso. Foi o ideal naquele momento porque além de se defender ele defendeu a vida de outras pessoas", detalhou.

O caso - 
Testemunhas contaram que Rafael trabalhava com as instalações do som no local quando em determinado momento se desentendeu com uma pessoa. Após a discussão, ele foi até a casa dele, logo em seguida, retornou com uma arma e começou atirar no local.

No mesmo instante, ele foi baleado com 2 tiros pelo policial que supostamente fazia a segurança como 'bico' da festa, já que estaria de folga. Rafael foi socorrido por um amigo e levado até o Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Mas, ele não resistiu aos ferimentos e morreu depois de dar entrada na unidade médica.

"Porque você foi ? Como vai ser minha vida sem você meu amor. Pedi tanto para você não ir. Meu, dói", diz trecho de uma publicação da mulher do empresário que afirmou nas redes sociais que pediu tanto para ele não retornar ao local.

A Polícia Civil informou que encontrou munições de calibre 38 na meia da vítima e já realiza diligências para apurar a autoria do crime.

Já a assessoria da PM informou que a corporação foi informada sobre a suspeita de envolvimento do soldado da Rotam e abriu um inquérito para apurar se houve de fato transgressão policial, já que a PM tem informação de que ele estava de folga no dia do crime.

Veja a nota na íntegra
A Polícia Militar informa que tomou conhecimento e está apurando o possível envolvimento de um policial da Rotam(Rondas Ostensivas Tático Móvel) na morte de uma pessoa na noite do último domingo (08), durante um baile funk em Várzea Grande.

Por determinação do comandante do Cesp (Comando Especializado) da PM-MT um Inquérito Policial Militar(IPM) foi instaurado para apurar se houve transgressão disciplinar em relação à conduta militar. O policial não estava no exercício das atividades militares no momento da ocorrência. 

A PMMT está comprometida com a total elucidação dos fatos e, em conjunto com a Polícia Civil, está trabalhando para um rápido esclarecimento.

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