04/04/2018 às 07:06h
Intolerância à lactose tem cura?

Intolerância à lactose tem cura?© Istockphoto Intolerância à lactose tem cura?

Intolerância à lactose tem cura? A resposta para essa pergunta está na origem do problema. Na causa primária, a intolerância à lactose é uma condição permanente. Já na causa secundária, é uma condição que pode ser reversível quando aquilo que gerou danos à mucosa intestinal é combatido e o tecido restabelecido. Saiba a diferença nesses casos.

A causa primária da intolerância à lactose é a mais comum e consiste na diminuição da produção da lactase, enzima que faz a quebra da lactose em glicose e galactose, permitindo que o processo digestivo siga de forma correta. Quando essa quebra não ocorre, há o aparecimento dos sintomas: gases, diarreia e/ou inchaços na barriga . A diminuição da lactase, porém, pode ser ocasionada por fatores genéticos e, nesse caso, é uma condição permanente.

Já na causa secundária, a produção da enzima lactase é prejudicada por danos na mucosa intestinal que podem ser decorrentes de outras doenças, como diarreia infecciosa, doença celíaca ou outro tipo de enfermidade que prejudique o tecido. Quando a causa principal é tratada e a mucosa intestinal restabelecida, a produção de lactase retorna aos níveis normais e a intolerância à lactose deixará de existir. Por isso, nessas condições, a intolerância à lactose pode ser reversível e, portanto, tem cura.

Como conviver com a intolerância à lactose

Os intolerantes à lactose de causa primária podem conviver de forma harmoniosa com essa condição. Após o diagnóstico pode ser necessário parar o consumo de lácteos por um tempo para interrupção dos sintomas e reintroduzi-los gradualmente monitorando a quantidade. É recomendado o consumo de produtos lácteos com baixo teor de lactose nesse processo, como a manteiga, queijos maturados, iogurtes e produtos fermentados.

Em conjunto é necessária a manutenção da ingestão de cálcio e vitamina D. Alimentos como vegetais verde escuros, tofu e sardinha, e hábitos como a exposição ao Sol, precisam ser introduzidos e acompanhados por um médico ou nutricionista. Pode ser necessário fazer uma suplementação alimentar em alguns casos.

Outra alternativa é introduzir no cardápio os leites vegetais (leite de coco, castanhas ou cereais, como o leite de arroz ou aveia) que podem ser encontrados com o acréscimo de cálcio ou facilmente preparados em casa. Além disso, há diversas opções de produtos como queijo, requeijão e iogurte sem o acréscimo de leite ou qualquer proteína animal, como é o caso dos produtos veganos que também beneficiam o público de intolerantes à lactose.

Atualmente, há uma grande oferta de produtos zero lactose e de enzimas lactase em formas de cápsulas, sachês ou comprimidos que são ingeridas antes do consumo de produtos com leite e que podem facilitar ainda mais o dia a dia de um intolerante à lactose. A adaptação a esses produtos é individual e deve ser acompanhada por um médico ou nutricionista.

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