04/04/2018 às 11:47h
Jogar bem ou ganhar? Palmeiras faz os dois e ganha embalo para final

Após vencer o Alianza Lima (PER) por 2 a 0 no Allianz Parque, Felipe Melo contou uma determinação que Roger Machado dá ao elenco do Palmeiras:

- Se der para jogar, joga; se não der, ganha.

O que disse o meio-campista casa com o atual momento alviverde: na primeira final do Paulista, sábado, o time venceu fora de casa, mas recebeu junto do rival Corinthians questionamentos por não ter sido um clássico vistoso (embora a mim tenha agradado). Na noite de terça há pouco o que se reclamar: o time jogou bem e ganhou.

Mesmo com quatro mudanças em relação à equipe titular (Mayke, Victor Luis, Moisés e Keno), o Palmeiras não perdeu a organização que vem mostrando e controlou a partida contra os peruanos do início ao fim: foram 18 finalizações, quase 500 passes certos, cinco escanteios e dois gols marcados, um no início de cada tempo. Se for para citar um "porém" é o fato de não ter resolvido o jogo mais cedo, tendo criado chances para isto.

Liderado por Dudu, que está subindo de rendimento, o time contou com boas atuações de todos os seus homens de frente: Keno deitou e rolou com jogadores de velocidade, Borja fez gol, teve mais chances e foi muito bem no pivô, enquanto Lucas Lima distribuiu bem o jogo entre os três citados.

Na primeira linha de meio-campistas, Moisés e Felipe Melo iniciaram bem as jogadas para o Verdão. Roger avisou que o "onipresente" camisa 10 é o favorito para substituir o próprio Felipe, que estará suspenso no Dérbi. Ele deve jogar com Bruno Henrique, poupado na Libertadores por conta do desgaste físico.

Diante de um adversário que não criou tanto, o destaque defensivo foi Antônio Carlos, que vive seu melhor momento no Palmeiras. O zagueiro teve outra atuação impecável, como já havia ocorrido na Arena Corinthians. A cada jogo de 2018 fica mais claro o erro de avaliação de todos os técnicos que passaram pelo Verdão em 2017 e mal usaram o camisa 25.

Se o jogo da última noite pode ter aumentado um pouco mais o cansaço de um grupo que vem numa sequência dura de decisões, serviu para dar um último impulso para a final do Paulista. O time tem crescido e está mostrando que sabe o que precisa fazer em cada jogo. No domingo, valendo uma taça contra o seu maior rival, é a chance de ratificar isto.

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