24/03/2018 às 10:29h
Presos são transferidos da PCE após motim e ameaças a agentes

Karine Miranda/ GD


Presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), no bairro Pascoal Ramos, em Cuiabá, estão sendo transferidos para unidades prisionais no interior do Estado na manhã deste sábado (24). A medida ocorre após o  motim realizado na PCE, que resultou na morte de um detento, e às ameaças que os agentes penitenciários sofreram depois do episódio.

Chico Ferreira

Presos são transferidos da PCE após rebelião

A assessoria da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) confirmou a ação e disse que será emitida uma nota à imprensa com detalhes da operação, mantida em sigilo pra garantir a segurança de todos os envolvidos.

Por isso, ainda não há informações precisas sobre quantos são os presos a serem transferidos e para qual unidades prisionais eles estão sendo encaminhados. A transferência é decorrente da rebelião realizada no último dia 20 na PCE.

Na ocasião, aproximadamente 800 detentos realizaram um motim em protesto pela nomeação do novo diretor do presídio,  Revetrio Francisco da Costa, que assumiu a gestão da unidade penitenciária naquele mesmo dia. Os presos denunciaram que estão sendo vítimas de tortura, xingamentos, abuso de poder e mortes por espancamentos.

Um detento chegou a entrar em contato com o Gazeta Digital por meio de um telefone celular com internet, para relatar o ocorrido. Em uma vídeochamada, ele “desmentiu” a versão informada pelo Estado, de que os presos teriam começado a rebelião.

Ele disse que estavam trancados na cela quando foram surpreendidos por tiros efetuados por agentes penitenciários, inclusive pelo diretor da unidade, Revetrio Francisco da Costa. O motim resultou na morte de Jesuíno Cândido da Cruz Júnior, 28, que estava no raio 3, e veio transferido da cadeia pública de Várzea Grande em outubro de 2017.

Após a rebelião, surgiram várias áudios atribuídos ao Comando Vermelho contendo ameaças aos agentes penitenciários. Inclusive a casa de um agente prisional e o sindicato da categoria, ambos em Cuiabá, foram alvos de tiros. Na casa do agente prisional, no bairro Nova Conquista, foram disparados cerca de 30 tiros e as marcas ficaram nas janelas e paredes. Já o sindicato da categoria foi alvo de pelo menos 10 disparos.

Uma força-tarefa entre as Secretarias de Segurança Pública (Sesp) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) foi montada para investigar todo o caso. No entanto, uma pessoa já foi identificada como autor do áudio com as ameaças. Ele cumpre pena na Penitenciária Major Eldo Sá Correa, no Complexo da Presídio da Mata Grande, em Rondonópolis (212 Km ao sul de Cuiabá).

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