24/03/2018 às 10:28h
Polícia diz que 2 presos são mandantes dos ataques contra agentes penitenciários

 GD


Dois presos foram identificados como os mandantes dos ataques contra agentes penitenciários e à sede do sindicato da categoria, realizados nos últimos dias após o motim ocorrido na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. São eles: Marcos Felipe Pires de Arruda, 21, preso desde maio de 2016, e Sérgio Carvalho Gomes, 38, detido em junho do ano passado.

Os presos teriam ordenado que fossem atacados a casa de um agente prisional  no bairro Nova Conquista, na Capital. Foram disparados cerca de 30 tiros e as marcas ficaram nas janelas e paredes. Já o sindicato da categoria foi alvo de pelo menos 10 disparos supostamente a mando de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Os criminosos estão revoltados com as revistas internas na Penitenciária Central do Estado, com as ações do novo diretor Revétrio Francisco da Costa que cortou regalias dos detentos e com a morte do preso Jesuíno Cândido da Cruz, 27, que era integrante da facção e morreu durante um motim na última terça-feira com um tiro na cabeça disparado por algum agente prisional. Logo após o confronto na PCE, áudios atribuídos a membros da facção passaram a circular nas redes sociais conclamando os integrantes a executar agentes prisionais para vingar a morto do detento.

Reprodução

Polícia diz que presos são mandantes de ataques


Na cela que os dois ocupavam foram encontrados 23 aparelhos de celular, carregadores de celular e duas facas artesanais. Os celulares serão submetidos à perícia para a comprovação das condutas. Confirmados os fatos, ambos responderão pelos crimes de tentativa de homicídio e organização criminosa. 

O secretário de Estado de Segurança Pública, Gustavo Garcia, frisou que a identificação dos mandantes dos atentados é uma resposta rápida e eficiente das forças de segurança pública. “A sociedade merece uma atuação rápida do sistema. Quem tenta ir contra o sistema recebe a punição devida, que é prisão”.

O delegado-geral da Polícia Judiciária Civil, Fernando Vasco Spinelli, reforçou o trabalho de investigação, que deve ser realizado de forma sigilosa, para identificar os dois que deram a ordem de realizar o ataque. “Com o trabalho integrado conseguimos chegar à identificação dos autores do crime. As investigações vão prosseguir para identificar outros criminosos e assim efetuar as prisões”.

Para o secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Fausto Freitas, o trabalho realizado em conjunto é fundamental. Fausto ainda disse que durante toda esta semana foram realizadas vistorias na unidade prisional. “Vamos manter a ordem e disciplina dentro das unidades”, assegurou.

Gustavo Garcia enfatizou que as Secretarias de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) trabalham diariamente para conter qualquer tipo de violência. “Nós atuamos operacionalmente com o sistema de inteligência para neutralizar qualquer tipo de ameaça à sociedade”. O secretário também explicou que o trabalho da Sesp é realizado fora das unidades prisionais, já que na parte interna a pasta responsável é a Sejudh.

O subchefe de Estado Maior, coronel Henrique Correia da Silva Santos, ressalta que ações conjuntas entre as forças de segurança pública são realizadas periodicamente, com o objetivo de retirar criminosos das ruas e inibir atos violentos contra a população.

“As ações agora foram intensificadas. Inclusive, existe uma operação chamada Ordem Pública, que é integrada entre a Polícia Militar, Prefeitura, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros, que visa proporcionar segurança à sociedade”. (Com informações da Sesp

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