08/03/2018 às 12:42h
Juíza de SP decreta prisão de cuiabana que atropelou gari
judiciario

Karine Miranda/GD


A juíza da 24ª Vara Criminal do Estado de São Paulo, Sonia Nazaré Fernandes Fraga, decretou a prisão preventiva da arquiteta cuiabana Hívena Queiroz Del Pintor Vieira, 27, por ela não comparecer a uma audiência realizada na terça-feira (6).

A audiência é relativa à acusação contra Hívena por atropelar e matar o gari Alceu Ferraz, 61, enquanto ele realizava a limpeza da via pública no centro de São Paulo, em 2015. Na ocasião, ela também atropelou José João e não prestou socorro.

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Marcelo Goncalves/Sigmapress/Estadão Conteúdo

Hívena Queiroz Del Pintor Vieira

De acordo com a promotora Denise Elizabeth Herrera, Hívena tinha plena ciência da investigação em andamento, uma vez que estava representada por advogados que também acompanharam a investigação. Mesmo assim, segundo a promotora, ela não manteve qualquer informação atualizada sobre seu endereço, o que inviabilizou a sua citação pessoal.

A promotora afirmou ainda que a defesa de Hívena foi intimada e não informou sobre o paradeiro da universitária. “Os fatos praticados são graves, tiraram a vida de um trabalhador e causaram comoção nacional, de forma que nada justifica a postura omissa da acusada e que está a impedir a aplicação da lei penal”, disse.

Por isso, a promotora requereu a decretação da prisão preventiva, acatada pela juíza Sonia Nazaré. A magistrada afirmou que Hívena teria acionado a polícia para fornecer falsas informações acerca de acidente que envolvesse seu veículo, de modo “a criar eventual justificativa futura” sobre os danos em seu automóvel.

“Esse possível perfil de quem procura a qualquer custo se desvencilhar da aplicação à lei penal persiste diante de inequívoco comportamento, uma vez que a ré foi qualificada nos autos de investigação policial e no qual constituiu defensores para acompanhamento da fase investigatória. Portanto, quebrou com o dever de comunicar nos autos qualquer alteração de seu endereço”.

Ainda segundo a magistrada, Hívena não possui defesa constituída em São Paulo, de maneira que a apuração dos fatos ficará a tempo incerto, “por conveniência da acusada, até que resolva comparecer em juízo”.

Diante disso, a magistrada decretou a prisão preventiva da arquiteta, para que não haja o “inequívoco comprometimento à instrução criminal cuja colheita se afastará da data do fato prejudicando a busca da verdade real”. Além disso, a magistrada  redesignou nova audiência para o dia 17 de julho, às 15 horas.

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