02/03/2018 às 03:03h
Justiça autoriza 2º DNA para confirmar troca de bebês em Alta Floresta

Keka Werneck/ GD


Advogado que representa uma das mães envolvidas no caso da troca de bebês no Hospital Regional de Alta Floresta (804 Km ao norte de Cuiabá) informa que conseguiu liminar, autorizando, no âmbito do Judiciário, o 2º exame de DNA. Ou seja, o DNA reverso, desta vez para confirmar a maternidade. Os bebês hoje têm 9 meses.

Reprodução/Gazeta Digital

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O 1º exame foi acordado extra-judicialmente em novembro do ano passado entre as famílias diante das suspeitas. Defensoria Pública acompanhou o acordo, que foi cumprido. O exame deu negativo e comprovou a troca. Agora, este 2º exame, autorizado pela juíza Janaína Rebucci Dezanetti, servirá para fazer o cruzamento de dados entre elas e afastar qualquer possibilidade de equívoco.

Como a liminar tem caráter de urgência, o sangue dos bebês será colhido já na próxima semana por laboratório local e encaminhado para fora de Mato Grosso. O resultado deve chegar em aproximadamente 10 dias.

Advogado Gerson Luiz Severo, que representa Erivânia da Silva Santos, explica que a cliente dele tem situação econômica muito precária, por isso seria importante garantir o exame no Judiciário, sem custos. Ela está muito abalada com a situação e ainda sem um acompanhamento psicológico adequado.

Arquivo Pessoal

Francielli diz que ama os 2 bebês

Segundo ele, a princípio, quando surgiram as suspeitas da confusão, ela não estava aceitando bem a ideia de destrocar os bebês, mas, com o andamento do caso, vem admitindo a possibilidade.

O advogado ressalta que é um caso que gera muito sofrimento entre as famílias, que tem sido alvo, inclusive, de comentários discriminatórios na cidade.

A outra mãe envolvida neste caso, Francielli Monteiro, afirma que já ama os 2 bebês, mas que algo diz no coração dela que o certo é o certo. "Quero criar meu filho bioógico, engravidei dele, fiz planos com ele e, acredito em Deus, vai dar tudo certo".

O Judiciário, caso determine a destroca, deve estimular que as famílias mantenham o contato, considerando 9 meses de convivência, para que os laços não sejam rompidos de uma vez.

Só depois dessa fase, as famílias vão avaliar se entram ou não com ação indenizatória, para reparar danos, principalmente emocionais.

O Hospital Regional de Alta Floresta nega a princípio o erro, mas afirma que vai investigar o caso através de uma sindicância que será aberta.

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