22/02/2018 às 01:51h
Antônio Joaquim prorroga decisão sobre candidatura

Celly Silva, repórter do GD


O conselheiro Antônio Joaquim, afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE) desde setembro do ano passado, prorrogou a data limite para decidir se será candidato ao governo de Mato Grosso ou não. Após receber um apelo do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) na semana passada, partido ao qual pretende se filiar, o conselheiro decidiu que vai esperar até o dia 4 de abril para saber se está apto ou não a disputar campanha. O prazo anterior divulgado por ele era 20 de fevereiro.



Antônio Joaquim se reuniu com a executiva do PTB no último dia 15, onde todos os membros do partido presentes lhe convenceram de que, no momento, não aparecerão candidatos à oposição e que ele deveria esperar até o prazo estipulado pela Justiça eleitoral para decidir seu futuro político. “Eu tive que considerar que nessa decisão que eu tomei, não tinha pensado no partido. Eu considerei que o pedido tinha bastante argumento e conceito. E aceitei”, disse em entrevista concedida à Rádio Capital FM, na terça-feira (20).

Segundo o conselheiro afastado, a sua decisão de desistir da candidatura ainda neste mês tinha como objetivo não atrapalhar os grupos de oposição ao governador Pedro Taques (PSDB). “Eu fiz por uma questão de bom senso, de preocupação para não atrapalhar as oposições no Estado. Eu achava que não queria me submeter a qualquer cobrança e que a continuidade do meu nome sem uma definição jurídica poderia ser um empecilho a algum nome que quisesse se apresentar”, explicou.

Candidatura incerta

A indefinição sobre a disputa eleitoral decorre do fato de Antônio Joaquim tentar e não conseguir se aposentar do Tribunal de Contas, primeiro passo para que ele fique livre para se filiar a algum partido. O impedimento da aposentadoria, por sua vez, ocorre porque ele está afastado do cargo pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser citado na delação do ex-governador Silval Barbosa.

Na delação, Silval acusa Antônio Joaquim de ter recebido propina de mais de R$ 50 milhões junto com outros 4 conselheiros em troca da falta de fiscalização em obras de pavimentação de rodovias, executada no programa Mato Grosso Integrado, em 2013. Além disso, o ex-governador também relatou esquema de lavagem e ocultação de dinheiro por meio da venda de uma fazenda.

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