20/02/2018 às 02:17h
Professores e moradores voltam à Câmara para manifestação contra unificação do transporte que atende alunos de escolas estaduais rurais
Sérgio Ober - Assessor

Professores, pais e alunos voltaram à Câmara de Colíder, durante a sessão desta segunda-feira (19.02), para uma nova manifestação contra a unificação em turno único do transporte escolar que atende as escolas estaduais rurais Café Norte, Nova Galileia e Palmital (Marco de Cimento). Desde o início do ano letivo de 2018 o transporte acontece somente no período vespertino.

“O governo municipal quer atender todos os alunos num período só, porque o número e a capacidade dos ônibus são suficientes para atender a demanda. O que acontece que as escolas, que são estaduais, tem problemas na adequação dos espaços. E é isso que não querem fazer”, explica o líder do prefeito na Câmara, vereador Zé Moreira (PSD).

O debate gira em torno da adoção da multisseriação de turmas e da unificação de turnos nas escolas, visando garantir a contenção de gastos com transporte escolar e com horas extras pagas ao motorista. Essas despesas são bancadas, atualmente, pela Prefeitura de Colíder. Além disso, o município afirma que houve uma redução significativa de alunos na zona rural.

“Tem um impasse muito grande, porque quem oferece o transporte escolar aos alunos das escolas estaduais não é a Seduc [Secretaria Estadual de Educação]. É o município. A Seduc é parceria. Ela faz a sua contribuição, mas esse valor não é suficiente. A Seduc nunca cumpriu com as suas obrigações quanto aos valores. Então, a gente cobra a responsabilidade do governo estadual”, volta a afirmar Zé Moreira.

SITUAÇÃO INJUSTA

O presidente da Comissão Permanente de Luta pela Não Extinção das Escolas Estaduais Rurais do Município de Colíder, Euler Fernando Borges, voltou a usar a tribuna da Câmara. Ele considera a situação é injusta. “Para as três unidades escolares, é impossível a unificação do transporte escolar neste momento”, disse. Ele relata que as escolas já possuem salas multisseriadas, mas que os espaços são limitados e que há, ainda, a preocupação com a educação de jovens e adultos, que são produtores e trabalhadores rurais que só podem estudar à noite.

Preocupado com a questão, o presidente da Câmara, Rica Matos (PSD), está agendando conversas com a secretária Tereza Mangolin e representantes da assessoria pedagógica estadual, do transporte escolar e da comissão permanente das escolas estaduais para esclarecer a questão. “Nós, vereadores, não podemos ter medo de enfrentar a situação e buscar soluções. Vamos tentar debater esse assunto ainda nesta semana e tentar chegar a uma solução justa para todos”, pontua.

As classes multisseriadas são uma forma de organização de ensino na qual o professor trabalha, na mesma sala de aula, com várias séries simultaneamente, tendo de atender a alunos com idades e níveis de conhecimento diferentes. O sistema está presente em escolas rurais e em áreas de difícil acesso, com carência de professores ou número pequeno de alunos matriculados.

 


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