14/02/2018 às 05:54h
Ministro do STF prorroga prazo de inquérito contra Blairo Maggi

Celly Silva/GD


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) deferiu pedido da Polícia Federal, autorizando a prorrogação do prazo para conclusão do inquérito que apura suposto recebimento de propina de R$ 12 milhões do ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP), na época em que era governador de Mato Grosso, por parte da Odebrecht. O pedido foi feito pela PF no final de janeiro e concedido pelo ministro na última sexta-feira (9).

Antonio Araujo/Mapa

Ministro Blairo Maggi é alvo de investigação na Lava Jato

A investigação contra Blairo Maggi surgiu em abril do ano passado, após os ex-executivos da construtora Norberto Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira e Pedro Augusto Carneiro Leão Neto firmarem acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), no âmbito da operação Lava Jato. Além de Blairo, também é alvo do mesmo inquérito o deputado federal e ex-governador de Mato Grosso do Sul José Orcírio Miranda dos Santos (PT), o Zeca do PT.

Segundo os colaboradores, o pagamento de propina ocorreu no contexto das campanhas de reeleição de Blairo Maggi e José Orcírio ao cargo de governador de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, respectivamente, no ano de 2006. Eles relataram ter feito os repasses de dinheiro indevido por meio do Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht. Na lista de propina, Blairo Maggi era identificado como “Caldo”.

João Pacífico e Pedro Leão contaram ainda que a Odebrecht detinha créditos a receber do Estado, decorrentes de obras da rodovia MT-010 realizadas anteriormente, os quais, embora reconhecidos administrativa ou judicialmente, não eram pagos. Após negociação dos executivos com o governo, foi criada uma comissão especial com o objetivo de obter repasses da União para fazer frente a esses créditos.

Divulgação 

Ministro Edson Fachin concedeu mais prazo para PF investigar Maggi

Os delatores citaram ainda o ex-secretário de Estado da Casa Civil Eder Moraes como o responsável por ter se apresentado, em nome do governo, solicitando pagamento de propina em troca dos créditos negociados. Conforme os delatores, Eder usou o pretexto de contribuição eleitoral para a campanha de reeleição de Blairo Maggi ao governo do Estado.

Na época em que surgiu a denúncia, tanto Blairo quanto Eder negaram as acusações. O ministro alegou sua inocência, dizendo que nunca recebeu doação de campanha da Odebrecht ou que tenha autorizado alguém para que fizesse tal solicitação. Ele entregou às autoridades documentos relativos aos pagamentos feitos pelo Estado à construtora e aguarda a conclusão das apurações.

Já Eder Moraes se disse surpreso, negando ter tido contato com os executivos delatores e ainda participação na campanha de reeleição de Blairo Maggi.  

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