21/01/2018 às 11:38h
Governo de MT quer comprar armas estrangeiras para substituir a Taurus

Valquiria Castil/ GD


Otmar de Oliveira

Após série de problemas e acidentes com armas da Taurus, governo de MT pretende disputar licitação internacional para trocar armamento

Ainda sem data prevista de abertura de licitação para compra de novas armas, a Secretaria de Estado e Segurança Pública (Sesp) afirma ser prioridade a substituição dos armamentos da marca Taurus, que vem  apresentando falhas e vários acidentes resultando em mortes e ferimentos entre agentes de segurança em Mato Grosso e também em vários estados do País.

Desde março do ano passado são realizados estudos que visam estabelecer uma padronização bélica. Em junho de 2017, uma Comissão Interinstitucional formada por 2 delegados da Polícia Civil, 2 peritos criminais, um major e um cabo da Polícia Militar sugeriu a troca imediata das pistolas fabricadas pela Taurus. O governador Pedro Taques (PSDB) frisou o interesse na compra de armas estrangeiras ainda para este ano.

Gcom-MT

Governador Pedro Taques durante coletiva da Sesp onde falou também sobre a licitação para trocar armamento

“Nossa ideia é participar de uma concorrência internacional para que possamos comprar com preços bem menores pistolas como as utilizadas no estado de São Paulo, ao menos inicialmente para o grupos especiais, e também de qualidade. A segurança é nossa prioridade para termos um estado melhor”, disse o gestor ao participar de coletiva de imprensa para apresentação dos dados relativos aos crimes registrados no decorrer do ano passado bem como a atuação da Sesp na elucidação dos mesmos.


Investimentos

Conforme os dados aprentados pelos gestores da Sesp, o investimento feito na segurança pública de Mato Grosso dobrou nos últimos 4 anos. De R$ 1 bilhão investido em 2013, os valores ultrapassaram os R$ 2 bilhões no ano passado, distribuídos na aquisição de armamentos, coletes à prova de balas, inteligência e pessoal.

Somente em inteligência foram utilizados R$ 13 milhões. De 2015 até 2017 foram chamados 3.363 servidores efetivos, que custam R$ 200 milhões por ano. O aumento no investimento também inclui a quantidade de viaturas nas ruas e o custo para manutenção e aquisição de materiais de consumo, por exemplo, combustíveis para os veículos utilizados pelas forças policiais.

“Em 2015 tínhamos 680 viaturas do Estado, ao qual nos gera um custo grande de manutenção. Hoje são 1.120 viaturas nas ruas, todas locadas. Isso garante o efetivo caso algum veículo estrague e lógico a segurança também”, apontou Taques. 

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