26/11/2017 às 10:45h
Comissão de ética pede investigação contra deputados

Janaiara Soares/GD


O presidente da Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, deputado estadual Leonardo Albuquerque (PSD) afirmou que encaminhou para a corregedoria da comissão o pedido de abertura de investigação contra os deputados estaduais que foram delatados pelo ex-governador Silval Barbosa e alvos da Operação Malebolge. O pedido de investigação foi feito pelo Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (ONG Moral).

“Encaminhamos a corregedoria o pedido a ONG Moral para apurar a situação dos deputados que foram citados e foram alvos da Operação Malebolge. Solicitamos a abertura de investigação pelo conselho de ética a todos aqueles que foram citados e aguardamos o pronunciamento do corregedor”, disse Albuquerque.

Na operação, deflagrada em setembro, após a delação premiada do ex-governador a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão nos gabinetes de 8 deputados delatados por Silval sob acusação de recebimento de propina durante sua gestão. Foram levados computadores e documentos dos gabinetes da Assembleia Legislativa. Barbosa citou 15 dos 24 atuais parlamentares.

Os deputados Pedro Satélite (PSDB), Sebastião Rezende (PSC), Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD), Romoaldo Junior (PMDB), Guilherme Maluf (PSDB), Baiano Filho (PSDB), Dilmar Dal’Bosco (DEM) e José Domingos Fraga (PSD) aparecem na lista dos beneficiados com a propina que era destinada para não investigar a atuação do governador. O deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD) é acusado de negociar propina para conseguir a concessão da rodovia estadual MT- 130 que hoje é pedagiada.

Os deputados Wagner Ramos (PSD), Silvano Amaral (PMDB) e Oscar Bezerra (PSB) são citados cobrando propina para aprovar as contas do último ano de gestão de Silval e também de pedir dinheiro para não envolver o ex-governador na investigação feita pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa. Daltinho (SD) aparece como chantagista na delação.

De acordo com a declaração, o parlamentar que era suplente na época, teria gravado os colegas falando sobre o recebimento do mensalinho e depois coagido os outros deputados para que ele permanecesse no cargo. Botelho por sua vez é acusado de receber vantagem indevida paga pela empresa FDL, que prestava serviços de gravames de veí- culos ao Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran/MT).

A Comissão deve investigar principalmente os deputados que foram alvos da Operação e tiveram suas propriedades e gabinetes vistoriados. “Se o corregedor acatar a investigação é instaurada e a partir daí iremos solicitar documentos e fazer a investigação dentro do que nos é permitido”, disse o presidente que recebeu a denúncia da organização.

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