20/09/2017 às 11:13h
Perícia aponta repasses da Odebrecht para grupo do PMDB

Uma perícia realizada pela Polícia Federal comprovou que foram feitos depósitos no exterior para o grupo do presidente Michel Temer (PSDB). A investigação aconteceu no sistema que registrava as propinas pagas pela Odebrecht e a perícia fará parte da investigação da existência de uma quadrilha formada pelo partido. As informações são do G1. 

Um executivo da empreiteira disse que o valor foi acordado em uma reunião, que teria acontecido em 15 de julho de 2010, entre o presidente e peemedebistas. De acordo com a delação do executivo, estiveram presentes os representantes da Odebrecht Márcio Faria e Rogério Araújo, o operador do PMDB, João Augusto Henriques, Temer e os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves.

"Ficou acertado que a Odebrecht pagaria ao PMDB propina de 4% do valor do contrato assinado entre a Petrobras e a construtora no dia 26 de outubro de 2010 no valor aproximado de US$ 800 milhões. A propina seria de US$ 32 milhões", explicou Márcio Faria da Silva.

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Após analisar diversos documentos, a PF concluiu que houve, realmente, um pagamento de propina, feito no exterior, para o grupo do PMDB na Câmara. No relatório lê-se que "os extratos bancários encontrados no sistema drousys - do departamento de propina da Odebrecht - corroboram as afirmações de Márcio Faria da Silva quanto os pagamentos no exterior, porquanto restou comprovado que os US$ 20,8 milhões foram destinados ao PMDB nas contas bancárias denominadas grand flourish e gvtel, esta última aberta em um banco de Antígua, por Rodrigo Tacla Duran, advogado que segundo apurado no curso da operação Lava Jato atuava no setor de operações estruturadas da Odebrecht". 

OUTRO LADO

A reportagem do G1 entrou em contato com os envolvidos. Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves negaram as acusações. Representante do PMDB disse que vai esperar ter acesso ao documento da Polícia Federal para se manifestar. 

Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que a delação não passa de uma "mentira absoluta". Ainda, negou que Michel Temer tenha sido parte da reunião e que tenha qualquer participação em negócios escusos. Já a Odebrecht disse que está colaborando com as investigações, reconheceu os erros e fez um pedido público de desculpas. 

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