28/08/2017 às 10:43h
Esquemas pagaram dívidas de políticos

Janaiara Soares/ GD






Uma grande parte dos esquemas delatados pelo ex-governador Silval Barbosa (PMDB) tinham como destino das verbas o financiamento de campanhas eleitorais. Entre os políticos citados está o deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), a esposa do ex-deputado estadual José Riva, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD), o Ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) e também o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB).

Na campanha de 2014, Silval teria feito um empréstimo no valor aproximado de R$ 7.000.000 (sete milhões de reais) de Valdir Piran para o ex-Deputado Riva, em virtude da candidatura de sua esposa Janete Riva ao governo do Estado de Mato Grosso naquele ano. Riva procurou Piran para quitar dívidas de campanha de sua esposa, mas o empresário exigiu um avalista para aceitar fazer a operação.

Diante dos fatos, o ex-parlamentar ligou para o colaborador, em outubro de 2014, pedindo para Silval ser o avalista do empréstimo de R$ 7 milhões, pois ele estava em desespero para pagar os fornecedores de campanha e cabos eleitorais, que estavam ameaçando queimar os comités de campanha. Piran não aceitou Barbosa como avalista e Riva conseguiu que Blairo Maggi assumisse como avalista.

Em outra situação, o atual vice-governador do estado de Mato Grosso, Carlos Fávaro, na campanha de 2010, emprestou aproximadamente um milhão de reais para Neri Geller, ex-ministro da Agricultura, atualmente Secretário de Política Agricola do Ministério da Agricultura, para que Neri utilizasse na campanha de deputado federal do ano de 2010.

No ano de 2011, o Silval foi procurado por Geller e Fávaro, sendo que ambos pediram ajuda do ex-governador para pagar essa divida de Neri perante Favaro, pois ele não tinha condições de honrar o compromisso, Silval a principio negou. “Os dois disseram que conheciam um empresário do ramo de móveis chamado Osvaldo Martinello, de Lucas do Rio Verde, sendo que se o ex-gestor concedesse incentivo fiscal para as empresas de Martinelli ele pagaria de propina essa divida que Neri tinha com Carlos Favaro”, o esquema foi feito e a dívida quitada por meio de concessão do Prodeic.

Em nota o vice-governador negou qualquer envolvimento nesse esquema. De acordo com ele, insumos agrícolas foram emprestados de Geller sem transferência de valores. E Sival estaria se aproveitando dessa situação para justificar esquemas na sua gestão.

Para a campanha do deputado federal Carlos Bezerra (PMDB) no ano de 2010, o delator explica que Bezerra teria contraído um empréstimo com Marilena, Construmóveis no valor de R$ 4 milhões de reais, no qual Silval era avalista. Bezerra não quitou essa divida, sendo que o colaborador acabou efetuando o pagamento através dos recebimentos de propinas. O empréstimo foi pago através de retornos em algumas obras realizadas no Estado de Mato Grosso.

No ano de 2008, antes da campanha para a prefeitura de Cuiabá, que tinham como candidatos Wilson Santos concorrendo a reeleição e Mauro Mendes, o então governador do Estado de Mato Grosso, Blairo Maggi, atualmente Ministro da Agricultura e Mendes pediram para que Silval intercedesse junto a Carlos Bezerra para que o PMDB apoiasse a campanha do socialista e deixando o apoio a Wilson Santos (PSDB). Bezerra pediu R$ 4 milhões pelo apoio e segundo Barbosa a dívida foi paga na gestão de Maggi.

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