02/08/2017 às 11:12h
Estado torna lei benefício a trabalhadores que ficam expostos ao sol

Lis Ramalho, repórter da ALMT


O tipo de câncer mais comum no Brasil ainda é o de pele, respondendo por 30% de todos os casos registrados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). Essa variação da doença sempre foi associada ao excesso de sol e figura como importante causa de afastamento das atividades de trabalho. Na tentativa de diminuir as estatísticas, um projeto do deputado Leonardo Albuquerque (PSD), que institui a Política Estadual de Prevenção e Combate às Doenças Associadas à Exposição Solar no Trabalho, se tornou lei.

JL Siqueira

A política institui o fornecimento, aos profissionais expostos ao sol em virtude de suas atividades laborais, filtro solar, roupas ou outros meios que protejam da radiação solar, bem como a implantação de medidas que reduzam a exposição dos trabalhadores ao sol nos períodos do dia com maior incidência de radiação. A lei também prevê a implantação de medidas que permitam o diagnóstico de doenças associadas à exposição solar, priorizando os mais idosos que trabalharam durante muito tempo expostos ao sol.

De acordo com a lei, deverão ser feitas parcerias com empresas e entidades para pesquisa e fornecimento de meios protetivos aos trabalhadores e promoção de tratamento adequado aos atingidos pelas doenças associadas à exposição solar.

Autor da lei, o deputado Dr. Leonardo explicou que, de acordo com os trabalhos realizados pela Frente Parlamentar em Defesa dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, da qual ele é coordenador-geral, foram diagnosticados que muitos desses profissionais já sofreram ou sofrem com problemas de pele pelo excesso de exposição ao sol, por conta do ofício da profissão.

“Fico contente em ver mais um projeto se tornando lei e saber que irá beneficiar várias categorias, em especial aos nossos agentes com quem eu tenho tanto carinho. O custo para evitar uma doença de pele chega a ser irrisório, a se considerar os enormes custos para tratamento dos doentes e principalmente a possibilidade de evitar o sofrimento dessas pessoas”, explicou. 

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