17/06/2017 às 12:01h
Jet lag social: entenda a condição e como ela afeta a saúde

Você já ouviu falar de ‘jet lag social‘? Mesmo que nunca tenha ouvido essa expressão, é bem provável que você sofre ou já tenha sofrido do problema. A condição, caracterizada por dormir e acordar aos finais de semana mais tarde do que durante a semana, pode estar confundindo o seu relógio biológico e prejudicando sua saúde.

De acordo com estudo Universidade de Pittsburgh, 85% das pessoas dormem e acordam mais tarde aos fins de semana do que durante a semana. Agora, uma pesquisa da Academia Americana de Medicina do Sono revelou que o efeito pode gerar problemas a longo-prazo, como fadiga crônica, sonolência, mal humor e problemas de saúde. Aliás, cada hora de jet lagsocial foi associado a um amento de 11% no risco de doenças cardíacas.

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Prevenção de doenças

“Os resultados indicam que a regularidade do sono, mais do que sua duração, desempenha um papel importante para a saúde. Isso sugere que um sono regular pode ser uma forma efetiva, barata e relativamente simples de prevenir doenças cardíacas, assim como outros problemas de saúde.”, disse Sierra Forbush, assistente de pesquisa do Programa de Saúde e Sono da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

Essa não é a primeira pesquisa a revelar o impacto do jet lag social. Um estudo realizada pela Universidade de Munique, na Alemanha, já havia relacionado a condição à obesidade, que aumenta em 33% o risco a cada hora de jet lag. Os resultados também revelaram que pessoas com jet lag social tem maior tendência a fumar, ingerir bebidas alcoólicas em excesso, consumir mais cafeína e a serem mais depressivas que o resto da população.

“Esse comportamento é como se em uma sexta-feira a noite a maioria das pessoas voasse de Paris a Nova York ou de Los Angeles para Tóquio, e voltassem logo na segunda-feira. Já que os efeitos se parecem com a situação de jet lag após uma viagem, nós o chamamos de jet lag social. As pessoas vivem quase como se estivessem em um fuso horário diferente em relação ao relógio biológico.”, explicou Till Roenneberg, pesquisador da Universidade de Munique, que criou o termo.

Entenda o jet leg social

O novo estudo mediu o jet leg social dos participantes subtraindo o ponto médio de sono dos finais de semana, da média dos dias de semana.Isso significa que, se nos dias de semana você geralmente vai dormir à meia noite e acorda as 7h, e nos finais de semana vai para a cama à 1h da manhã e acorda às 8h, você tem uma hora de jet lag social.

Aqueles que relataram uma hora de jet leg social tinham uma propensão 22% maior de qualificar sua saúde como “boa”, mas não “excelente” e 28% mais prováveis a relatá-la como “ruim”.

“Muitas pessoas acordam às 7h durante a semana, mas aos finais de semana vão dormir mais tarde também acordam mais tarde como forma de compensar,as não é bem assim.”, disse Sierra .

Fatores como insônia e duração do sono não foram consideradas e o novo estudo também não analisou se mudanças nos padrões do sono eram responsáveis por isso.

Infelizmente, reverter os efeitos não é tão simples assim. Segundo Roenneberg, manter o mesmo horário todos os dias da semana resultará em pouco tempo de sono, o que também pode ter consequências graves.

Em vez disso, ele propõe que as pessoas tentem alinhar os horários de trabalho com o relógio biológico, o que precisaria de toda uma mudança estrutural. Por isso, o ideal é seguir as sete horas de sono por noite recomendadas pela Academia Americana de Medicina do Sono.


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