08/06/2017 às 01:28h
Polícia Civil prende foragido de roubo a banco ao desembarcar com bloqueador de alarmes

Assessoria | PJC-MT

A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Judiciária Civil, prendeu o último integrante da quadrilha de roubos a bancos, investigada na operação “Lepus”, deflagrada em 20 de abril de 2017. A prisão aconteceu na madrugada desta segunda-feira (05), no Aeroporto Internacional Marechal Cândido Rondon, em Várzea Grande.

O suspeito, Josimar Gomes Amado, 30 anos, conhecido como “Formiga”, recebeu voz de prisão ao desembarcar de um avião que chegava de Curitiba (PR), com um equipamento que desliga sinais de áudio, vídeo e alarmes de bancos, avaliado em R$ 50 mil. O equipamento foi despachado no aeroporto de Curitiba, dentro de uma mala, enrolado em dois cobertores, com destino a Cuiabá. 

“A Maleta, que possui um botão de acionamento capaz inibir os sinais transmitidos de maneira remota, veio dentro do avião e poderia gerar risco e levar a queda da aeronave, que transportou de Curitiba a Cuiabá”, disse o delegado Luiz Henrique Damasceno.

O preso embarcou no avião apresentando documento falso, em nome de Luiz Fernando Braga. Os policiais do GCCO, em monitoramento, descobriram e montaram operação para prender, Josimar Gomes Amado, que foi autuado por uso de documento falso, além de ter cumprido o mandado de prisão preventiva.

Conforme o GCCO, o preso é integrante da quadrilha que roubou a agência do Banco do Brasil do Distrito Industrial, em 1º de abril de 2016, ocasião em que os suspeitos permaneceram por várias horas no interior do estabelecimento bancário, mediante restrição da liberdade dos funcionários do banco.

A prisão ocorreu com base nas informações levantadas pelos investigadores do Núcleo de Inteligência (NI) da unidade, sob a coordenação do delegado, Luiz Henrique Damasceno e  do delegado Diogo Santana.

Operação Lupus

A operação Lepus foi deflagrada para cumprimento de 4 mandados de prisão preventiva contra autores de roubos à banco na Capital. As investigações apontaram os suspeitos Jorge Marcelo Souza Nazário, Antônio Fernandes dos Santos, Everton Pereira Oliveira e Josimar Gomes Amado como integrantes de organização criminosa responsável pelo cometimento de pelo menos três crimes de roubo à banco, cometidos durante 2016 em Cuiabá, causando prejuízo superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) aos estabelecimentos bancários.

Na ocasião, os suspeitos Jorge Marcelo, Antonio Fernandes e Everton, foram presos e o suspeito Josimar Gomes não havia sido localizado.

Na lista dos crimes imputados à organização criminosa, encontra-se o roubo ao Banco do Brasil do Distrito Industrial, ocorrido no dia 1º de abril de 2016, ocasião em que os suspeitos permaneceram por várias horas no interior do estabelecimento bancário, mediante restrição da liberdade dos funcionários do banco.

Como meio de entrar no estabelecimento armados, os suspeitos se disfarçaram de policiais, utilizando inclusive fardamento militar.

O nome da operação “Lepus” significa “Lebre” e faz referência ao apelido do líder da organização criminosa, Everton Pereira Oliveira, e seus constantes esforços para esconder sua real identidade. Ao utilizar nomes falsos e outros artifícios ilegais ele mobilizou um esforço policial maior no sentido de sua completa identificação e qualificação no inquérito policial.

Tanto que durante o cumprimento do mandado de prisão preventiva do líder Everton, o Lebre chegou a apresentar Carteira Nacional de Habilitação (CNH) falsa em nome de Emerson Fernandes de Souza, o que justificou ainda sua prisão em flagrante pelo crime de Uso de Documento Falso.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 7ª Vara Especializada contra o Crime Organizado de Cuiabá, após representação da Polícia Civil.

Mais presos

Outros dois membros da mesma organização criminosa, identificados como Jairo Garcia Boasorte e Uesdra de Souza, já haviam sido presos na primeira fase da operação.

Denúncia

Além do disque-denúncia via 197, a Polícia Civil conta com um canal exclusivo via WhatsApp para recebimento de informações referentes a organizações criminosas, extorsão mediante sequestro, roubos e furtos a instituições financeiras, defensivos agrícolas, ameaça contra policiais civis e autoridades constituídas. Pelo telefone (65) 9 9232-0457 qualquer pessoa pode auxiliar as investigações da GCCO. O sigilo é absoluto.

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