03/06/2017 às 08:07h
Mãe é acusada de fazer aborto e esconder o feto dando descarga no vaso



O Conselho Tutelar de Plantão, em Cuiabá,  registrou um boletim de ocorrência contra uma mulher de 28 anos  acusada de ter realizado um aborto e ter sumido com o corpo do bebê. Ela estava grávida de quase sete meses e deu entrada no hospital Santa Helena neste sábado (3).

De acordo com os conselheiros Rudnei Oliveira e Moisés Santos, que atenderam a ocorrência, a mulher deu entrada no hospital sob a alegação de ter tido um aborto espontâneo, no banheiro de casa, e ter dado descarga no feto, que desceu pelo encanamento do vaso sanitário.


“O médico que a atendeu nos disse que, pelos exames, há indícios de que ela tenha tomado medicamento para abortar. Ela também contou a eles que deu descarga e a criança desceu. Mas, pelo tamanho da placenta, segundo os exames, a criança não teria como passar pelos canos”, disse Rudnei Oliveira.
Os médicos que a atenderam, porém, desconfiam de que ela tomou medicamento para induzir o parto e dizem que seria impossível que a criança passasse pelo encanamento do vaso sanitário, devido ao tamanho do bebê nesse estágio da gravidez.

O conselho, então, foi acionado para acompanhar o caso e seguiu até a casa da mulher, no bairro Pedra 90. No local, foi encontrado um colchão ensanguentado, além de uma tesoura que teria sido usada para cortar o cordão umbilical.

“Chegamos lá, tinha esse colchão e uma tesoura em cima da pia, também cheio de sangue, que deve ter sido usado para cortar o cordão, porque, pelo que o médico disse, o corte foi bem rente ao umbigo. Temos certeza que ela não fez isso sozinha”, afirmou. A mulher não é casada.

Questionada sobre os itens encontrados, a mulher manteve a história do aborto espontâneo. A família contou que esse já é o terceiro aborto que ela sofre. Ela é mãe de outras duas crianças. “Quando chegamos, os vizinhos se assustaram, porque disseram que ela não teria condições de ter cometido o crime, porque sempre foi muito tranquila”, disse.

Devido à insistência da mulher em manter a história do aborto espontâneo, os conselheiros foram até a Delegacia da Central de Flagrantes para registrar o boletim de ocorrência. “Precisamos que a polícia investigue e nos diga o que aconteceu com o corpo do bebê, porque os médicos já disseram que pelo encanamento ele não passou”, afirmou.

O caso deverá ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa e a mulher segue internada no hospital Santa Helena. Além da investigação policial, o conselho tutelar também vai realizar uma representação no Ministério Público Estadual (MPE) para que a mulher fique temporariamente afastada dos filhos.

“Não sabemos o que aconteceu e nem como aconteceu, porque ela insiste na mesma história, mas precisamos garantir que as crianças fiquem em segurança”, encerrou.


Karine Miranda, repórter GD

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