01/06/2017 às 11:30h
Empresário acredita que corrupção na Seduc não acabou após prisões

Celly Silva/ GD


O empresário José Carlos Pena, dono da BRP Construtora Ltda apontou à juíza Selma Rosane Santos Arruda, em audiência realizada nesta quinta-feira (1º), a possibilidade de que ainda exista algum esquema de corrupção dentro da Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc), como o que ele denunciou ao Ministério Público Estadual (MPE) e que resultou na operação Rêmora, deflagrada em maio do ano passado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).


"Minha vida acabou. Na Seduc, não tenho mais acesso a nada. Ainda não recebi tudo que é devido. Criou-se uma barreira. (...) Temos R$ 700 mil para receber. Temos a impressão que ainda rola alguma coisa, mas não dá para saber", relatou.
Segundo o empreiteiro, depois que procurou o MPE para denunciar o esquema, foi alvo de uma série de episódios que o expuseram ao risco e à hostilidade. Dentro da Seduc, Pena afirma que criou-se uma “barreira” e que ele não conseguiu até hoje receber R$ 700 mil que tem de créditos relativos a serviços prestados.

Além da hostilidade dentro da Seduc, José Carlos disse que também foi alvo de ameaças e tentativas de homicídio. “Quebraram todos os vidros da frente do meu escritório. Já teve duas vezes que me jogaram para fora da estrada com carros diferentes. Não sinto proteção da Justiça", lamentou.

Diante do depoimento da testemunha, a juíza Selma Arruda pediu ao promotor presente na audiência celeridade na investigação que ainda corre no Gaeco em relação ao caso que levou para a cadeia o ex-secretário de Educação Permínio Pinto (PSDB), os empresários Giovani Guizardi e Alan Malouf, além de três ex-servidores da pasta. Todos já foram soltos e respondem os processos em liberdade.

Apesar de ter participado de algumas reuniões entre os empresários que pagavam propina para poder participar de licitações de obras de escolas estaduais e também de ter se encontrado com Giovani Guizardi, operador do esquema para pagar propina, José Carlos Pena é testemunha na ação penal porque procurou o Gaeco e aceitou colaborar com a Justiça, gravando as reuniões que participou e que serviram de provas para a deflagração da operação Rêmora. 

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