20/05/2017 às 09:15h
Condenado mata 2ª companheira em nove anos

Silvana Ribas/ GD


Divulgação PJC

Atualizada às 18h30 - Foi preso por volta das 17h, em um matagal, na região do bairro Três Barras o criminoso que assassinou com requintes de crueldade a companheira, que teve o pescoço quebrado e o rosto desfigurado por tijoladas. Welington Fabrício de Amorim Couto, 31, condenado a 17 anos por estrangular e cortar o seio da primeira mulher, assassinou neste sábado a estudante de direito Dineia Batista Rosa, 35, no bairro Serra Dourada. O filho da vítima de 8 anos de idade presenciou as agressões e fugiu chorando porque Welington disse que o mataria também.

Segundo a delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informalmente o criminoso alegou que cometeu o crime porque estava sendo traído pela vítima. Ele será ouvido, autuado em flagrante pelo feminicídio e segue para Unidade Prisional da Capital, pois já tinha mandado de prisão em aberto. A equipe da DHPP não cessou as diligências até que Welington fosse preso, menos de 8 horas após o brutal assassinato.


A vítima requereu medidas protetivas contra o assassino

Dineia teve o pescoço quebrado ao entrar em luta com o criminoso e o rosto desfigurado por tijoladas. O corpo foi localizado no banheiro da residência humilde, na rua 1 do bairro. Feminicídio ocorreu por volta das 9h30 da manhã e a Polícia foi acionada por vizinhos.

Segundo o irmão de Dineia, o fotógrafo Edinei da Silva Rosa, 35, ela cursava o último ano de Direito e fazia estágio no Fórum de Várzea Grande. Na noite de sexta-feira (19), quando ele estava junto com ela na faculdade, Dineia teria dito que requereu medidas protetivas contra o ex-companheiro, com quem se relacionou por dois anos. Só então ele soube que a irmã era agredida e se sentia ameaçada. Segundo ele, Welington nunca a agrediu diante da família. Caso soubesse teria tomado providências.

Otmar de Oliveira

Vítima foi morta no banheiro da casa onde iria morar com a mãe

A vítima morava em uma casa no residencial João Bosco Pinheiro, e foi na manhã de sábado até a casa onde foi executada para fazer uma limpeza. O imóvel havia sido comprado pelos dois irmãos há uma semana e ela pretendia se mudar na próxima semana para o local, junto com o filho e mãe. A mãe da vítima, por sua vez, deixou a casa pouco antes do crime, para ir a um mercado, deixando a filha e o neto no local. Dineia deixou órfãos um menino de 8 anos e uma filha de 6 anos.

Divulgação

Condenado a 17 anos de prisão o assassino já estava livre

Vizinhos acionaram a Polícia depois de encontrar o menino chorando na rua. Mas o criminoso já havia fugido. Não há informações se ele saiu em algum veículo ou a pé.

A delegada Juliana Palhares diz que a vítima foi morta por motivo torpe e requintes de crueldade e sem qualquer chance de defesa. Segundo ela, conforme dados constantes do Tribunal de Justiça, o suspeito tinha mandado de prisão em aberto desde o dia 31 de março, pela 2ª Vara de Violência da Capital.

Mas, apesar do mandado não cumprido, no sistema consta que no dia 25 de abril deste ano ele compareceu a audiência no fórum e teve retirada a tornozeleira eletrônica que usava.
As diligências para localizar o acusado iniciaram logo após o crime, tanto pela Polícia Civil como pelos policiais militares do 3º Batalhão.

Condenação - No dia 24 de janeiro de 2011 Welington foi condenado a 17 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, pelo assassinato da esposa Danevimar da Silva Dias, 23, morta no apartamento do casal, no residencial São Carlos, em Cuiabá.

O assassinato ocorreu no dia 23 de abril de 2008, após uma briga do casal. A vítima foi estrangulada com um fio elétrico e teve parte de um dos seios cortado. O corpo foi localizado sobre a cama do casal, coberto de livros e roupas.

Após o crime brutal, o suspeito ligou para seu irmão e disse que havia feito uma “besteira”, e fugiu do local. Na época da julgamento a defesa alegou que ele sofria de transtornos de personalidade e que se sentia pressionado pela vítima que cobrava pelo fato dele estar há oito meses desempregado. 

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