19/05/2017 às 08:51h
GRAMPOS ILEGAIS Equipamento espião do Gaeco não grampeou Janaina Riva

Welington Sabino/ GD


Em meio à polêmica gerada pelos grampos ilegais envolvendo políticos, empresários, jornalistas e até magistrado de Mato Grosso, aliado às cobranças da deputada estadual Janaina Riva (PMDB), uma das vítimas no esquema de espionagem, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) atestou que os telefones da parlamentar não foram grampeados pelo sistema guardião utilizados pelo Gaeco.


Em resposta, o coordenador do Gaeco, promotor Marcos Bulhões dos Santos encaminhou uma certidão na tarde desta quinta-feira (18) onde atesta que os telefones da parlamentar não foram grampeados pelo sistema guardião sob tutela do Gaeco.
Janaina encaminhou um ofício ao Ministério Público Estadual (MPE) questionando se foram promotores ligados ao Gaeco que pediram a quebra de seus sigilos telefônicos ou se o monitoramento foi realizado pelo sistema de escutas disponível na sede do Gaeco.

Com base na resposta do Gaeco, Janaina reforça que as escutas ilegais partiram de outros equipamentos, como o adquirido pelo coronel da Polícia Militar Evandro Alexandre Lesco, atual chefe da Casa Militar no governo de Pedro Taques (PSDB). “Os equipamentos foram comprados por Lesco em 2015, pelo valor de R$ 24 mil. Apesar de ter comprado em seu próprio nome, ele pediu que os equipamentos fossem entregues ao Comando Geral da Polícia Militar do Estado”, diz Janaina Riva em nota encaminhada para a imprensa nesta quinta-feira.

"À medida que os documentos vão chegando, fica cada vez mais claro que as escutas ilegais foram promovidas à mando do Palácio Paiaguás. Até o momento todos os policiais envolvidos continuam embaixo das asas do governador, na Casa Militar", comentou a deputada que já anunciou a propositura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para investigar o caso.


Outra pergunta ainda não esclarecida é de quem partiram as ordens para a inserção dos nomes de políticos, médicos, empresários e servidores públicos na lista de pessoas a serem monitoradas.
Entre outros questionamentos, Janaina enfatiza que é preciso saber por quanto tempo a central clandestina de escutas telefônicas ilegais funcionou no Estado, ou se ainda continua funcionando. Quer saber também qual era a finalidade de interceptar pessoas que nada tem a ver com as investigações de tráfico de drogas autorizadas pelo juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira.

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